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Entrevista: Thai Flow fala sobre sua estreia no festival Faixa Preta e carreira

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Créditos: asantos______

Carioca de 25 anos, Thaina Denicia carrega o nome artístico de Thai Flow! Thai se encontrou na música ao participar das tradicionais rodas de rima do Rio de Janeiro, com seu freestyle, ela e a música se conectaram.

Com o Festival Faixa Preta chegando, a rapper está preparando uma grande estreia para deixar todos encantados com sua performance no palco!

Trocamos uma ideia com a Thai para saber um pouco mais sobre sua preparação para a estreia e ficar por dentro de seus planos futuros.

O que passa na sua cabeça sobre a sua vida na estreia em um grande festival?

Eu tenho refletido muito sobre a minha vida e sobre como eu me sinto nesse atual momento com 25 anos, prestes a fazer 26, em um dos melhores momentos da minha carreira. Quando eu falo melhor momento da minha carreira, eu não falo sobre estar com os maiores números, eu também não falo sobre estar com grana ou sobre, de fato, a arte estar acontecendo de uma maneira pop, digamos assim, porque acho que é isso que o público e as pessoas enxergam como uma carreira de sucesso. Eu falo sobre ter 9 anos de carreira e me sentir madura o suficiente para hoje saber exatamente que tipo de artista eu sou, que tipo de arte eu quero fazer, que tipo de público eu quero alcançar e melhor que isso. Sem ter ninguém por detrás de mim fazendo tudo isso acontecer, sabe? Sem eu sentir que tem pessoas me levando a esse lugar, mas sim caminhando com as minhas próprias pernas, sendo uma artista independente e tendo uma equipe muito foda ao meu lado. Então, sim, eu me sinto no melhor momento da minha carreira porque eu hoje sei onde eu estou, o que eu quero fazer e estou me sentindo livre para conseguir fazer tudo isso, sabe? Nada me impede além, é claro, das minhas limitações enquanto dinheiro para conseguir executar todos os meus planos. Porque a gente vive num mundo capitalista e a arte no Brasil precisa de dinheiro para acontecer, para atingir o máximo de pessoas ou até para você conseguir ter uma qualidade dentro do que você acredita ser bonito ou ter como referência. Mas eu me sinto muito feliz, mano. Eu me sinto muito feliz porque eu consegui investir, consegui fazer com que o meu show, o meu Faixa Preta fosse e vai ser um dos shows mais bonitos da minha carreira com cenografia, com iluminação, com roupas, com danças, sabe? Com equipamentos bons de qualidade. Eu vim de roda cultural, eu vim das ruas, então já cantei até sem microfone, sabe? Na palma da mão, sem beat, sem batida. Então, hoje, ter condições de conseguir executar isso com o meu pessoal, com a galera que acredita no meu sonho tanto quanto eu, é, sei lá, mano, um dos momentos mais mágicos da minha vida.

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Créditos: asantos______

Você acredita que ainda hoje as mulheres precisam se preparar muito mais que um homem pata ter excelência em uma apresentação ou lançamento de um trabalho?

Eu acho que sim, ainda hoje a gente precisa se preparar muito mais do que os caras para poder executar o básico. E não porque a gente não tem capacidade para isso, mas sim porque o próprio público subestima, não dá atenção devida, ou de certa forma faz com que a gente faça acreditar que não estamos sendo vistas, mesmo quando a nossa arte tem um topo de excelência. Então a gente ainda se sente invisibilizado em muitos momentos, então sim, eu acho que a gente tem que se preparar muito mais do que um homem para poder ocupar lugares mínimos. Imagina um festival, imagina a preparação de um show. Tanto psicologicamente para poder lidar com esse tipo de consciência, e tanto enquanto apresentação mesmo, porque a gente nunca pode fazer o básico, mesmo que o nosso básico seja muito melhor do que o deles.

Sua carreira é a realização de um sonho para você?

Sim, minha carreira é a realização de um sonho pra mim, porque ela é literalmente a significância de tudo de bom que aconteceu na minha vida. A minha carreira é o que me inspira a me manter viva, é o que me tornou mulher, né? Eu comecei no rap muito cedo, então eu saí de casa muito cedo, e a música me trouxe todos os tipos de vontade, todos os tipos de conhecimento, todos os tipos de maturidade necessária pra poder ser quem eu sou hoje em dia, me transformar em quem eu me transformei. Então eu mudei muito como artista, me sinto mais madura, como eu disse lá na primeira pergunta, e mudei muito como pessoa também. A música mudou muito minha vida, a minha carreira mudou muito minha vida. Me trouxe muitas razões pra querer coisas boas pra mim, pros meus irmãos, me trouxe esperança também sobre um futuro melhor, sobre sair de onde eu vim, sobre, sabe, ter o que eu quiser ter, conquistar as minhas coisas também, quanto dignidade de qualquer ser humano, enquanto condições financeiras, enquanto realizações pessoais, enquanto me sentir acolhida, amada, respeitada, visibilizada também. Por mais que a gente enfrente todas as adversidades que a gente precisa enfrentar enquanto mulher, sabe, é isso. A carreira ainda continua sendo, minha carreira continua sendo a melhor coisa que já me aconteceu na minha vida. Eu amo o rap, não tem como.

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Créditos: asantos______

Logo após o festival você fará um lançamento. O que o público pode esperar?

Cara, como eu disse algumas vezes e vou reafirmar aqui, esse show seguido aqui com o início de uma nova era significa explicar pra vocês em que momento eu tô na minha carreira, em que momento eu tô na minha vida pessoal, o que que tem acontecido, sabe, quem eu me tornei durante todo esse tempo dentro do hip hop, durante todos esses caminhos, durante todos esses percursos, né, super calços que eu vivi dentro da cena. E pra isso eu gosto de comemorar com músico, eu acho que todos os circos merecem música nova, sabe, e por isso eu tô preparando um lançamento muito foda, muito diferente de tudo que eu já lancei, de tudo que eu já vi na cena também, com um formato, com uma estética também que diz um pouco sobre a minha essência quanto vida, mas é um visual que também diz um pouco sobre o futuro, sobre o tipo de artista que eu sou e que tipo de arte eu quero trazer pra cena, sabe. Eu falo sobre favela, vai ser um lançamento bem animado também, então, sei lá, aguardem porque eu tenho certeza que vocês vão gostar muito.

O céu é o limite para você e sua carreira?

Respondendo a última pergunta, eu não sei. Eu não sei onde minha carreira vai me levar e eu, sinceramente, sei exatamente aonde eu quero chegar, mas esse chegar é muito louco porque é muito mais sobre realizações do que limites, sabe? Não sei, eu acho que realizações não tem limites e isso é sobre sentimentos, sobre aquisições, sobre histórias sendo escritas, sobre inspirações. Então eu realmente não sei aonde minha arte vai chegar. Espero que ela chegue muito longe, espero que ela amplifique, mude várias vidas, assim como a música minha, mas mudou pra cacete, mudou tudo ao meu redor. Espero que minha arte também se ertenize, que não seja algo passageiro, sabe? Tipo, eu não tô em busca de fama, eu só quero um sucesso mesmo, um sucesso de conseguir realizar e falar tudo o que eu sinto que eu vim pra poder falar, sabe? De todo o meu propósito. Só quero que outros irmãos também entendam que a gente pode fazer o que a gente quiser fazer, enfim. Que eu inspire mais e mais pessoas a se recriarem, se criarem. E é isso, que minha arte seja uma continuação de vários sonhos, sabe? É só isso que eu desejo mesmo.

Logo após sua estreia, Thai irá lançar um projeto inédito e a versão Deluxe de seu álbum Paris Café!

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