Clara Castro enaltece o movimento em A Torre, segundo single de seu próximo disco

A faixa sucede o lançamento de Hora de Acordar, e traz ainda participação de Caetano Brasil no clarinete

Clara Castro enaltece o movimento em A Torre, segundo single de seu próximo disco
Créditos: Rodrigo Ferreira

O grito que vier a anunciar o fim será o mesmo do recomeço“, versa Clara Castro na primeira estrofe do seu novo single A Torre. Uma mistura de misticismo com reflexões sobre o tempo e o espaço é o que compõe a temática da segunda faixa revelada do próximo disco da artista – previsto para o segundo semestre. O novo som enérgico e dançante chega no próximo dia 5 de julho, e acompanha ainda um visualizer. Com direção de Anas Obaid, o vídeo reflete a persistência da natureza no contexto de uma metrópole. Ouça a faixa aqui e confira o vídeo aqui.

Essa canção surgiu em uma conversa com Laura Jannuzzi, a partir de uma carta de Tarot que representa o desabamento das estruturas que nos prendem, a partir da leveza. ‘A Torre’ canta sobre o fim inevitável de tudo e da necessidade constante do movimento”, explica a artista. O lançamento é uma nova versão da canção autoral apresentada pela primeira vez no álbum Ana (2021). A composição, em parceria com Laura, traz ainda uma referência ao disco Fogo Fátuo, da banda Tata Chama & As Inflamáveis, no refrão.

O movimento se torna peça central tanto na composição, que versa sobre o fenômeno Fogo-fátuo – quando um corpo orgânico entra em decomposição –, quanto na sonoridade acelerada. “Com a produção de Nathan Itaborahy e co-produção assinada por mim, essa música chega com um arranjo focado nos ritmos e na atmosfera enérgica, com a intenção de colocar o corpo para dançar”, pontua Clara. A Torre conta com a participação de Caetano Brasil no clarinete, Lucas Gonçalves nas guitarras e Douglas Poerner no baixo.

Para complementar a narrativa da música, Clara convidou o diretor Anas Obaid para a concepção do visualizer, e Renan Torres para criar a capa. O vídeo mostra uma construção abandonada que com o tempo se torna base para o crescimento de uma árvore, como uma contradição existente na paisagem urbana. “Nós queríamos enaltecer a permanência e força da natureza, que continua brotando nos lugares mais inesperados, junto à resiliência da passagem do tempo e o movimento inevitável, representados pelo desenho das nuvens e o voo dos passarinhos”, finaliza Clara. E Anas ainda complementa: “A árvore é um símbolo de vida, representa também a semente, que brota num lugar inesperado, entre as pedras, no concreto”.

A Torre é a segunda canção apresentada do disco Perambule, terceiro na discografia de Clara. Previsto para o segundo semestre, o disco já conta com um primeiro single, intitulado Hora de Acordar (assista ao visualizer aqui), composição em parceria com Tata Rocha que chegou em junho.

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