Zé Nigro enaltece a potência das parcerias no novo single “Trincheira”, uma colaboração com Saulo Duarte

A faixa mescla estilos em um ritmo mais lento, sucedendo o arranjo orquestral de “Gorjeios”, primeiro single apresentado do novo disco do músico e produtor – vencedor de dois Grammys Latino

Zé Nigro enaltece a potência das parcerias no novo single Trincheira, uma colaboração com Saulo Duarte
Zé Nigro por Indira Dominici

Fruto de reflexões pandêmicas, a nova canção apresentada pelo cantor, compositor e produtor musical Zé Nigro versa sobre conexões e cuidado. Os dois pilares temáticos são entrelaçados pelo artista, que nesse segundo single lançado (culminará na chegada de seu novo disco autoral Silêncio, em outubro) clama: “Flecha mostra a direção, deixa o vento te levar”. Ao lado do musicista e compositor paraense Saulo Duarte, Zé Nigro mergulha na sua gaveta de composições para apresentar “Trincheira”, nas plataformas de streaming de áudio hoje, 10 de setembro, pelo selo estadunidense Nublu Records. Ouça aqui.

“Sinto que com o primeiro single, Gorjeios, estava falando sobre a valorização da  natureza e a urgência que o desmatamento e as ‘nuvens vermelhas’ pedem. Já em Trincheira estamos versando sobre o acalento que chega por sinais que a natureza nos sugere”, explica o músico. O segundo single chega como um manifesto, que abraça também as parcerias que o fortalecem nesta batalha diária que implica viver em uma metrópole.



Assim como o primeiro single “Gorjeios“, lançado em julho em parceria com o maestro Arthur Verocai (assista ao mini documentário aqui), a nova faixa também foi composta durante a pandemia, em 2020. “Quando compus ‘Trincheira’ já vim com a passagem ‘se proteger, se defender’ e mandei logo para o Saulo, para construirmos juntos a canção”, lembra Nigro, que nutre uma parceria com Duarte há anos – antes mesmo da sua primeira colaboração, com a faixa “Flor do Futuro”, de seu disco de estreia, Apocalip Se (2021).

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Capa de Trincheira | Foto por Mica Wernicke

Juntos, Zé Nigro e Saulo Duarte elevaram as reflexões que estavam muito latentes durante o isolamento social para esta canção dançante e mântrica pelo ritmo, coros e riffs. O single na verdade surgiu como um reggae: “Sempre curti os reggaes do Saulo, ele tem isso em seu DNA e achei que ele acharia a poesia a partir do ‘Se Defender, se Proteger’. E assim ele o fez, e arrasou quando veio com essa imagem da flecha e da seta, eu adorei essa perspectiva”, afirma Nigro. Foi na fase de produção que “Trincheira” seguiu para uma levada mais dançante, com um baixo synth profundo e  sintetizadores, uma textura mais misteriosa, “como se fosse nas entranhas da mata”, como aponta Nigro.



Os talentos que colaboram na versão que chega agora ao público traz também o guitarrista Dustan Gallas, o baterista Samuel Fraga, Edy Trombone, o saxofonista Fernando Bastos e os backing vocals de Fernanda Broggi. Juntos, os artistas colocam à prova o mote da canção, que aponta as parcerias ao longo do caminho como luz que guia Zé Nigro – a composição ainda contou com a atriz e parceira Dandara Azevedo, com o verso que amarra a canção: “Todo canto que se entoa nessa trilha. Passo a passo o estopim a utopia”.

SOBRE ZÉ NIGRO

O músico, compositor e produtor musical nutre um interesse vasto por sons mundiais da década de 70 e 80, que vão do funk ao soul, música brasileira e Synth Pop. Desde 2009, quando fundou o Estúdio Navegantes, em São Paulo, Nigro produziu álbuns da cena contemporânea de nomes como Russo Passapusso, Anelis Assumpção, Curumin e Francisco el hombre, e ainda colaborou na engenharia de gravação e como baixista com João Donato, Liniker, e Mateus Aleluia. Agora em  2024, um recorte de toda uma trajetória de mais de 15 anos, ganha um novo capítulo com a chegada de Silêncio – o segundo álbum-solo autoral de Nigro, que reúne participações de Russo Passapusso, Fernanda Broggi, Dustan Gallas, Saulo Duarte, Same-U, além do maestro Arthur Verocai. O álbum chega em 17 de outubro.

Indicado ao Grammy Latino, na categoria Melhor Engenharia de Áudio com o álbum Índigo Borboleta Anil de Liniker, Nigro levou a estatueta pela categoria Melhor Álbum de MPB 2022, e logo a conquista se repetiu no ano seguinte com o disco  Serotonina (2023), de João Donato. Zé também foi produtor do álbum Alto da Maravilha de Russo Passapusso e Antônio Carlos e Jocafi, eleito Disco do ano pelo prêmio APCA 2023. Com seu primeiro disco Apocalip Se (2021) no ar, Nigro agora  lança seu  novo álbum Silêncio e apresenta a parceria com o maestro Arthur Verocai em “Gorjeios”, definindo seu som como uma música sem barreiras, que mescla orquestra, eletrônicos, sintetizadores e ritmos mundiais, criando paisagens sonoras que acredita.

Publicado por Gustavo Neves

Gustavo Neves, jornalista e especialista em marketing, produção de conteúdo e definição de linha editorial, possui vasta experiência na realização de entrevistas, organização de coberturas de eventos, gerenciamento de redes sociais e coordenação da equipe. E-mail: [email protected]