Zé Nigro amplifica o leque de sonoridades de seu novo disco com o single “Andarilha das Galáxias”, ao lado da rapper de ancestralidade indígena Souto MC

A faixa abre o caminho para o lançamento do segundo álbum do artista, que chega às plataformas de streaming no dia 17 de outubro

Zé Nigro amplifica o leque de sonoridades de seu novo disco com o single Andarilha das Galáxias, ao lado da rapper de ancestralidade indígena Souto MC
Zé Nigro por Indira Dominici

Em julho, o cantor, compositor e produtor musical Zé Nigro começou a delinear o seu segundo trabalho de estúdio. O primeiro single apresentado foi “Gorjeios”, canção costurada pelo arranjo de orquestra do maestro Arthur Verocai, e na sequência a faixa “Trincheira”, uma mescla de estilos musicais em um ritmo mais lento, com a parceria de Saulo Duarte. Ambos os lançamentos amplificaram as ações do multiartista que, agora, revela o último single antes de culminar no projeto completo. “Andarilha das Galáxias” traz para o disco, intitulado Silêncio, uma energia potente com uma mistura de afrobeat e Miami Bass que ganhou expressividade com a rima e flow da rapper Souto MC. A novidade chega às plataformas de streaming de áudio no dia 1º de outubro, como um esquenta para o álbum.

“Neste último single antes do disco quis dar lugar para toda a potência da voz de uma mulher MC. A Souto MC é uma importante representante das questões indígenas e imprime em suas rimas uma energia tremenda, que em ‘Andarilha das Galáxias’ faz uma mistura de afrobeat com Miami Bass progressiva. Acho que esta faixa é uma boa abertura para o álbum”, afirma Nigro. O artista escolheu trazer para as três primeiras canções reveladas do disco uma parceria que amplificasse toda a pluralidade sonora que Silêncio embala. “Quando escutei seu álbum Ritual (2019), em que ela resgata sua ancestralidade indigena em um flow e escrita única, logo mandei uma mensagem. A partir daí nossa parceria foi fluindo, e ela deu muita energia à proposta da música”, completa Nigro.



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“Andarilha das Galáxias” soma a uma tracklist que passeia por todas as sonoridades nas quais Nigro acredita. “A mistura de estilos é o que me instiga em criar um arranjo. Eu arrisco quando por exemplo passo a bateria em um pedal de guitarra para chegar a novas sonoridades”, explica o artista que depositou no álbum todos os registros e ideias que o atravessaram desde o lançamento do álbum que debutou sua carreira autoral – em Apocalip Se (2021). “Silêncio é um álbum que nasceu de forma muito espontânea, quando percebi as músicas já tinham outra leitura, mais atual, uma evolução e continuação do primeiro álbum”, explica.

Todas as nuances e reflexões que preenchem as temáticas do projeto estão presentes em cada uma das canções. Na nova versão de “Andarilha das Galáxias”, Souto MC chega para somar em uma releitura mais potente e carregada de história. A faixa mescla Afrobeat, Miami Bass, metais e sintetizadores para versar sobre como todos nós somos “constantes errantes e incapazes de prever o futuro, mas que mesmo com o medo do desconhecido continuamos explorando a vastidão das galáxias”.



SOBRE ZÉ NIGRO

O músico, compositor e produtor musical nutre um interesse vasto por sons mundiais da década de 70 e 80, que vão do funk ao soul, música brasileira e Synth Pop. Desde 2009, quando fundou o Estúdio Navegantes, em São Paulo, Nigro produziu álbuns da cena contemporânea de nomes como Russo Passapusso, Anelis Assumpção, Curumin e Francisco el hombre, e ainda colaborou na engenharia de gravação e como baixista com João Donato, Liniker, e Mateus Aleluia. Agora em  2024, um recorte de toda uma trajetória de mais de 15 anos, ganha um novo capítulo com a chegada de Silêncio – o segundo álbum-solo autoral de Nigro, que reúne participações de Russo Passapusso, Fernanda Broggi, Dustan Gallas, Saulo Duarte, Same-U, além do maestro Arthur Verocai. O álbum chega em 17 de outubro.

Indicado ao Grammy Latino, na categoria Melhor Engenharia de Áudio com o álbum Índigo Borboleta Anil de Liniker, Nigro levou a estatueta pela categoria Melhor Álbum de MPB 2022, e logo a conquista se repetiu no ano seguinte com o disco  Serotonina (2023), de João Donato. Zé também foi produtor do álbum Alto da Maravilha de Russo Passapusso e Antônio Carlos e Jocafi, eleito Disco do ano pelo prêmio APCA 2023. Com seu primeiro disco Apocalip Se (2021) no ar, Nigro agora  lança seu  novo álbum Silêncio e apresenta a parceria com o maestro Arthur Verocai em “Gorjeios”, definindo seu som como uma música sem barreiras, que mescla orquestra, eletrônicos, sintetizadores e ritmos mundiais, criando paisagens sonoras que acredita.

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Publicado por Gustavo Neves

Gustavo Neves, jornalista e especialista em marketing, produção de conteúdo e definição de linha editorial, possui vasta experiência na realização de entrevistas, organização de coberturas de eventos, gerenciamento de redes sociais e coordenação da equipe. E-mail: [email protected]