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Paralamas do Sucesso, Ira!, Raimundos e Plebe Rude comandam “Um Festival” em Jundiaí

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Foto: Ana Karina Zaratin

No próximo dia 16 de dezembro, algumas das melhores bandas do rock nacional estarão presentes na cidade de Jundiaí, interior do Estado de São Paulo, para levar a galera ao delírio durante o “Um Festival”. Os Paralamas do Sucesso, Ira!, Raimundos e Plebe Rude prometem fazer história com shows épicos no Parque Comendador Antônio Carbonari – Parque da Uva. Os portões abrem às 14h. A realização do festival é da Oceania Eventos.

Vale lembrar que este festival acontece pela primeira vez na cidade de Jundiaí. Uma grande estrutura está sendo montada para receber com conforto e segurança o público que irá cantar e se divertir com grandes sucessos de um dos gêneros mais populares do país e que marcaram a geração de muitas pessoas.

Está disponível para o público apenas o ingresso Setor Único Open Bar, que pode ser adquirido pelo site da Alpha Tickets https://www.alphatickets.com.br/Detalhes.aspx?event=6A292DA2-C4F0-4E68-80FF-AEFE5BAD017D&hostname=&dt=20231130132025.

OS PARALAMAS DO SUCESSO

Os Paralamas do Sucesso são uma das mais importantes bandas da história da música brasileira. Com 40 anos de carreira, 27 discos lançados, dezenas de sucessos e incontáveis shows pelo Brasil e pelo mundo, o grupo segue na estrada, influenciando novas gerações e arrebatando plateias de todas as idades. Para celebrar tantas marcas.

Em 2021, o trio formado por Herbert Vianna (guitarra e voz), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria) deu início a um novo espetáculo, “Paralamas Clássicos”, em que olham para a própria história sob o filtro dos sucessos absolutos. No palco junto com eles, estão os três músicos que acompanham a banda há décadas: João Fera (teclados), Monteiro Jr. (saxofone) e Bidu Cordeiro (trombone).

O trio selecionou 31 faixas que sobrevoam as quase quatro décadas de carreira, numa viagem que começa pelo disco de estreia, “Cinema Mudo” (1983), e passa pelo mais recente álbum, “Sinais do Sim” (2017). O trajeto entre um ponto e outro é a história dos Paralamas contada em forma de música. Estão lá, por exemplo, as canções políticas que nos ajudam a entender a história recente do Brasil: “Alagados”, “O beco”, “Perplexo”, “O calibre”. Também não faltam músicas que cantam o amor em suas mais diversas facetas, como “Meu erro”, “Lanterna dos afogados”, “Aonde quer que eu vá” e “Seguindo estrelas”. Fora “Vital”, “Óculos”, “Ela disse adeus”, faixas tão peculiares quanto atemporais.

O repertório estrelado de “Paralamas Clássicos” é também um passeio pela variedade rítmica dos Paralamas, certamente o grupo que mais misturou gêneros musicais no país. É possível ver a influência do rock inglês no começo da carreira “Fui eu”, “Mensagem de amor”, do reggae e do dub “A novidade”, “Melô do marinheiro”, do requinte pop que se destacou na produção dos anos 90 “Tendo a lua”, Busca vida”, o diálogo com a música latina “TracTrac”, “Lourinha bombril”. É também a chance de ver três músicos excepcionais que, a despeito da longa lista de serviços prestados, continuam produzindo uma das performances ao vivo mais vigorosas de que se tem notícia.

IRA!

Ira! é uma banda de rock, formada em 1981, na cidade de São Paulo. A banda anunciou seu término em setembro de 2007 e retomou suas atividades no início de 2014. No final dos anos 70, Edgard Scandurra e seu amigo Dino resolveram montar uma banda que tocasse punk, sem esquecer de Led Zeppelin e Jimi Hendrix. Nascia aí o Suburbio. Nessa época, Edgard conheceu um jovem, de apelido Nasi. Mais tarde, Edgard chamou Nasi para participar do Suburbio, em um festival no colégio.

Em 1980, Edgard foi convocado para servir o exército. Um ano depois, Nasi chamaria o amigo Edgard para tocar num show em uma universidade e ali surgiria o Ira, ainda sem exclamação, e com nome inspirado no Exército Republicano Irlandês. Em 1985, o Ira!, com ponto de exclamação, gravaria seu primeiro LP; “Mudança de Comportamento”. O disco contava com 11 faixas, entre elas “N.B. (Núcleo base)”.

No ano seguinte, a banda lançaria seu segundo LP “Vivendo e Não Aprendendo”, que trazia grandes sucessos como “Envelheço na cidade”, “Vitrine viva”, “Pobre paulista” e “Gritos na multidão”. O estouro do grupo se consolidou quando a música “Flores em você” entrou na trilha sonora da novela “O Outro” da Rede Globo. O disco chegaria a marca de 200 mil cópias vendidas.

Em 1999 o Ira! lança o aclamado “Isso É Amor”, CD que rapidamente ganharia as rádios e o prestígio de crítica levando o Ira! a ser considerado pela APCA “O Melhor Grupo de Música Popular de 1999”. Em 2000 a banda lança o “Ao Vivo MTV” gravado no Memorial da América Latina, em São Paulo, em comemoração aos vinte anos de uma invejável carreira de sucesso.

Em 2007, o grupo lançou o álbum intitulado “Invisível DJ”, que viria a ser o último trabalho da banda. Em novembro de 2007, o guitarrista da banda, Edgard Scandurra, anuncia através de uma rede social, que o Ira! estava findado. Com isso os ex-integrantes do Ira! assumiram totalmente seus projetos, até então, paralelos.

Em meados de 2013, a amizade entre Nasi e Edgard Scandurra foi retomada. A reconciliação foi celebrada em um show beneficente realizado em 30 de outubro do mesmo ano, realizado no Espaço Traffô, localizado no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo. Após esse show, surgiu a possibilidade de um retorno definitivo aos palcos. Em janeiro de 2014, a volta da banda foi confirmada para a alegria de milhares de fãs.

RAIMUNDOS

Raimundos é uma banda brasileira de punk rock e hardcore, formada na cidade de Brasília em 1987. O nome deriva de sua maior influência, o Ramones, e faz referência à origem nordestina de seus familiares. A formação original é composta por Rodolfo (vocal/guitarra), Digão (guitarra/backing vocals), Canisso (baixo) e Fred (bateria). Apesar de existir desde 1988, seu primeiro álbum – homônimo – é lançado apenas em 1994. Este álbum o Raimundos tornou-se a primeira banda a conquistar disco de ouro com um selo independente.

Em 1998 é lançado “Lapadas do Povo”, considerado o álbum mais pesado da banda. “Só no Forévis” é lançado em 1999 e o Raimundos ganha a massa. “Mulher de fases” era cantada por pagodeiros e sertanejos. O Raimundos é convidado a participar da trilha sonora brasileira de Mission Impossible 2 – onde gravou a porrada Give my bullet back – figurando ao lado de nomes de peso como Metallica e Foo Fighters.

Em 2000 lançam um álbum ao vivo duplo seguido de DVD, abrindo a série “MTV Ao vivo” da emissora. No final da turnê MTV Ao Vivo, Rodolfo deixa a banda alegando novos ideais de vida, incompatíveis com a vida no Raimundos. O então vocalista dedica a sua vida para a música gospel onde se encontra até os dias atuais. Após sua saída o Raimundos lançou dois álbuns, “Éramos 4” (2001) – que conta com 10 faixas ao vivo de covers do Ramones e “KavooKavala” (2002), com Digão nos vocais e Marquinho (novo integrante) assumindo as guitarras.

Em 2005, já sem gravadora, a banda formada por Digão, Marquinho, Alf e Fred, lançou um EP virtual chamado “Ponto qualquer coisa”. Digão dedicou um período a outro um projeto paralelo – Denis e Digão, uma espécie de rock brega de viola, que rendeu um disco lançado pela Universal em 2007. Em 2010, Tico Santa Cruz (Detonautas) conseguiu espaço nos vocais da banda para apenas alguns shows.

No ano seguinte, a banda lança “Roda Viva” (em CD e DVD), a segunda obra ao vivo da sua discografia, gravado em um show realizado no Kazebre, em São Paulo. Em um projeto inédito no Brasil, a Deckdisc lança em 2012 “O embate do século”, um split entre Raimundos e Ultraje a Rigor. O disco traz 14 faixas, onde cada banda escolheu sete músicas da outra para gravar à sua maneira.

Em dezembro de 2013 a banda embarca para Los Angeles, nos Estados Unidos, para gravar “Cantigas de Roda”, com a produção de Billy Graziadei (Biohazard). As 12 faixas contam com diversas participações: Frango Kaos (Galinha Preta), Sen Dog (Cypress Hill), Stu Ranier (Urban Classics), Ulises Bella (Ozomatli), Sheffer Bruton, Cipriano e Billy Graziadei (Biohazard). O ano de 2015 é dedicado à turnê em comemoração de 20 anos do seu primeiro álbum, com setlist formado por votação popular através do website da banda.

Em abril de 2017 a banda lança seu álbum acústico, gravado no final de 2016, em Curitiba. O show contou com as participações de Marco Brito, Dinho Ouro Preto, Oriente, Ivete Sangalo, Alexandre Carlo e a presença mais que especial de Fred, baterista da formação original.

PLEBE RUDE

A banda Plebe Rude foi formada em 1981 por Philippe Seabra, Gutje Woorthmann, André X Mueller e Jander “Ameba” Bilaphra. No mesmo ano Phillipe, André e Gutje escreveram a canção “Pressão Social”. Os quatro integrantes tinham preferências diferentes dentro do gênero punk, mas estavam unidos pela admiração ao Clash, inclusive eles fizeram covers da banda, sob o nome de Clash City Rockers. Em Brasília fizeram parte da “Turma da Colina”, integrada por outras bandas como Aborto Elétrico (que posteriormente deu origem Capital Inicial e Legião Urbana), Blitx 64, Metralhas, entre outras.

Um marco importante foi quando Plebe Rude e Legião Urbana fizeram um show num festival de rock em Patos de Minas/MG, em 5 de setembro de 1982, primeiro show da recém formada Legião Urbana, abrindo para a Plebe Rude. Após as apresentações, acabaram sendo presos por causa de suas letras, Plebe Rude por uma música chamada “Voto em branco” e Legião Urbana pela “Música urbana 2”, mas todos acabaram soltos após a polícia local ser informada por eles mesmos que eram de Brasília, temendo que fossem filhos de políticos.

Plebe Rude chamava muita atenção por onde passava. E numa destas apresentações conheceram Herbert Vianna, que havia sido “homenageado” na música “Minha renda”. Herbert se transformou no padrinho do primeiro disco da Plebe. “O Concreto Já Rachou”, primeiro disco da banda, foi lançado sob produção de Herbert, e contou com sete faixas, tendo a participação de Fernanda Abreu (na época vocalista do Blitz) na canção “Sexo e karatê”, George Israel (do Kid Abelha) tocou sax e Renato Russo se encarregou de fazer a release para a imprensa. Seu lançamento ocorreu em fevereiro de 1986

A Plebe se separou oficialmente no ano de 1994, quando Seabra mudou para Nova Iorque, onde fundou o grupo Daybreak Gentlemen. Em 1999, a banda se reúne para se apresentar no festival Porão do Rock 99, em Brasília, reunindo os integrantes originais. A partir daí, retoma as atividades. Em 2006, com uma nova formação, lançaram o álbum independente intitulado “R ao Contrário”, lançado pela revista Outracoisa do Lobão. Com destaque para as músicas “O que se Faz”, “R ao contrário” e “Vote em branco”.

Em 2009, a banda gravou de forma independente o CD e DVD “Rachando Concreto: Ao Vivo em Brasília”, que concorreu ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro. Em 2010, a faixa “The Wake”, versão em inglês de “A Ida”, é destaque na trilha sonora do filme “Federal”, com Selton Mello, Michael Madsen e Carlos Alberto Riccelli no elenco e direção de Erik de Castro. Em 2011, o álbum de estreia da banda “O Concerto Já Rachou”, de 1986 é relançado dentro do box-set do documentário Rock Brasília juntamente com os álbuns de estreia do Capital Inicial e da Legião Urbana.

Em março de 2014, a banda finalizou seu sexto álbum de estúdio intitulado “Nação Daltônica”, lançado pelo selo Substancial Music. Dois anos depois, a banda lançou o documentário agora intitulado “A Plebe é Rude”, em parceria com a Pietá Filmes e o Canal Brasil. Em abril de 2018, lançam em formato digital o álbum “Primórdios 1981 – 1983”. Em 2019, é lançado o álbum “Evolução – Volume I”, idealizado como uma ópera-rock. O primeiro single deste álbum foi a música “A mesma mensagem”. Em 7 de julho de 2021, data do aniversário de 40 anos, a banda lançou o single “68”, do álbum “Evolução – Volume II”.

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