A 52ª edição do Festival Internacional Cervantino chega a sua última semana com o Brasil como convidado de honra. Desde 11 de outubro, o evento reuniu grandes nomes das artes brasileiras em sua programação extensa e diversa, na cidade de Guanajuato, no México. Até 27 de outubro, o festival ainda recebe Lenine, Francisco El Hombre, Christiane Jatahy, Julio Adrião, banda Pietá, Clayton Nascimento, Companhia de Dança Deborah Colker, Xeina Barros e João Camarero.
Em torno da história de Torto Arado (2019), aclamado romance de Itamar Vieira Junior, “Depois do silêncio”, da cineasta e diretora teatral brasileira Christiane Jatahy, é atração destaque na terça e quarta (22 e 23/10). O espetáculo mergulha na história de racismo do Brasil e seu impacto no mundo contemporâneo.
Na sexta-feira (25/10), atrações da música, do teatro e da dança se apresentam . A começar pela banda Pietá, que vem com seu mais recente lançamento, o álbum “Nasci no Brasil”, convidando o público a vivenciar o que significa “ser brasileiro”. Mais tarde, Júlio Adrião protagoniza o espetáculo “A descoberta das Américas”, baseado no texto homônimo do escritor italiano Dario Fo, um dos maiores sucessos da primeira década do século XXI. Finalizando o dia, a premiada Companhia de Dança Deborah Colker apresenta o espetáculo “Cão sem plumas”.
Amontagem, baseada no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto, também tem lugar no sábado (26/10), dia em que também se apresenta Clayton Nascimento. No emocionante e premiado monólogo “Macacos”, o ator guia o público pela história de preconceito, exclusão e violência do racismo no Brasil.
No domingo (27/10), Xeina Barros, na percussão e voz, e João Camarero, no violão sete cordas, apresentam “Baticum”, interpretando composições de mestres como Tom Jobim, Baden Powell e Pixinguinha. O show de encerramento une gerações da música brasileira, com Lenine e Francisco, el Hombre.
O festival ainda oferece um amplo panorama da produção cinematográfica brasileira, de segunda a quinta, exibindo os filmes “Madame Satã” (2002), “Carandiru” (2003), ” Jogo de cena” (2007), “A queda do céu” (2024), “Ziraldo: era uma vez um menino” (2021) e “Ó pai, ó” (2007).
Artistas de 15 estados brasileiros e do Distrito Federal fazem a conexão entre Brasil e México. Já passaram pelos palcos do 52º Festival Internacional Cervantino: Cláudia Abreu, Naira Carneiro, da Companhia Os Buriti; Grupo Galpão, Anhangá Dance Club, Simone Mazzer, Fábrica de Eventos, Céu, Rosana Lamosa, Pablo Rossi, Filipe Catto e o grupo Clowns de Shakespeare.
SOBRE O FESTIVAL INTERNACIONAL CERVANTINO
A cada ano, um país é convidado para ter um espaço de destaque na programação do maior festival cultural do México, o Festival Internacional Cervantino. Nesta 52ª edição, o Brasil é convidado de honra. Em praças, teatros e outros diversos espaços de Guanajuato, declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, o evento está reunindo, em 2004,mais de 3 mil artistas de 24 países em uma programação diversa que contempla espetáculos de teatro, dança, música erudita e música popular, além de exibição de filmes e exposições de artes visuais e digitais.
A participação brasileira integra as celebrações da iniciativa “Ano Dual 2023-2024: presença do Brasil no México e do México no Brasil”, que marca os 190 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, fortalecendo seus laços culturais. A curadoria é assinada por Jonas Klabin e Cesar Augusto, especialistas em festivais e residências artísticas.
O projeto Festival Internacional Cervantino – Programação Brasileira é uma realização do Ministério da Cultura e da APPA – Cultura & Patrimônio, apresentado pelo Nubank, e conta com a parceria institucional do Instituto Guimarães Rosa do Ministério das Relações Exteriores, além do Governo do México, por meio da Secretaria de Cultura e do Festival Internacional Cervantino, e é viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Governo Federal – União e Reconstrução.
