Lara Klaus apresenta o single “De se imaginar”, composta com Jr Black

Música gravada entre Brasil e Canadá tem produção musical da própria artista e marca a segunda colaboração com o seu conterrâneo ​

Lara Klaus apresenta o single “De se imaginar”, composta com Jr Black
Lara Klaus por Rodrigo Sotero

Um dos nomes a levar a música pernambucana pro mundo, Lara Klaus, artista radicada no Canadá, apresenta agora De se imaginar. “Este novo single traz reflexões sobre o tempo e evoca as memórias do vivido e do que ainda está por vir, é um convite à reconexão com a natureza e com a poesia da vida cotidiana”, conta Lara, que além de ter seu projeto solo, é integrante do grupo LADAMA. A canção chega com um videoclipe gravado em Montreal.



“O videoclipe combina imagens que gravei em 8mm, são paisagens, natureza, momentos íntimos e de introspecção, com cenas do presente. É um fio poético que conecta o vivido ao agora, lembrando que são as memórias que nos fazem vivos e nos sustentam na invenção e criação do que queremos ser”, conta a artista sobre o clipe dirigido por ela ao lado de Tarsila Schott.

O processo de gravação da canção ocorreu entre Recife e Montréal, com Lara participando de todas as etapas de criação da música. A artista registrou vozes, violão e percussões, além de ter assumido a produção musical e a supervisão geral. Em Recife, a gravação teve a participação de Rafael Marques no bandolim e na guitarra baiana. Já no Canadá, contou com Patrice Agbokou no baixo.



“A canção nasceu com a cadência do xote, ritmo do universo do forró, mas recebeu um novo arranjo a partir dos bandolins e da guitarra baiana de Rafael Marques. Essa sonoridade se entrelaça ao 6/8 característico de diversos ritmos sul-americanos, à batida percussiva no corpo do violão e ao som das colheres québécoises, criando um diálogo entre tradições”, conta a artista.

A faixa autoral foi composta em parceria com o conterrâneo Jr Black, com quem Lara também dividiu o single lançado mês passado: Qual sabor a paixão tem?. Além de sua presença na música, Jr Black – que faleceu em 2022 – também é lembrado pela atuação no cinema e na televisão, em produções como “Bacurau” e na série “Cangaço Novo”.

A identidade visual é assinada pela artista pernambucana Cyane Pacheco, a partir da série “Ela que o abismo também viu” (2023), parte da coleção de Virgínia Colares. Suas colagens, que também ilustraram o single anterior de Lara, criam continuidade estética entre as obras e convidam o público a atravessar imagens e sons em um mesmo espaço de contemplação. O design gráfico é de Rodrigo Sotero.

SOBRE LARA KLAUS

Como multi-instrumentista, cantora, compositora e produtora musical, Lara Klaus apresenta uma música ao mesmo tempo envolvente e rítmica, que convida ao movimento. Natural de Recife, Brasil, e radicada em Montreal há 6 anos, foi elogiada como “notavelmente versátil” pelo jornal canadense Le Devoir. Seu trabalho artístico combina os ritmos das tradições do Nordeste brasileiro, mais especificamente Pernambuco, com as vibrantes sonoridades da soul-pop contemporânea, refletindo tanto suas raízes quanto sua visão global da música.

Artista engajada, Lara dedica sua carreira a performances e à realização de oficinas de criação musical e percussão em diversos países, usando a música como uma poderosa ferramenta de conexão e inspiração cultural.

No Brasil, tocou com artistas consagrados como Elba Ramalho e Moraes Moreira. Em 2018 lançou, com produção musical de Tomaz Alves, seu primeiro álbum autoral Força do Gesto, que contou com participações e parcerias de Zé Manoel, Mavi Pugliesi e André Macambira. Em seguida, vieram singles como Poeira Estelar, com participação de Flaira Ferro, Quando o samba é bom, com participação da percussionista Larissa Umaytá, e Coco da Cura, com participações de Flávia Nascimento e Bianca Rocha (2025).

Com seu projeto solo, já se apresentou em palcos como o Festival International Nuits d’Afrique, Festijazz de Rimouski e Festival Musique du Bout du Monde (Canadá), além de conquistar os prêmios “Public Favorite Award” e o “Coup de Coeur” do Conselho des Arts de Montréal no festival Syli d’Or de la Musique du Monde. No Brasil, também foi destaque em festivais como o Panela do Jazz (Recife).

Fundadora do LADAMA, trio feminino sul-americano reconhecido por seus álbuns e turnês internacionais – incluindo apresentações no TED Talk no NPR Tiny Desk Concerts –, Lara faz da música um espaço de empoderamento e representatividade, ecoando mensagens universais de resistência, entusiasmo e orgulho da cultura pernambucana.

Com novo álbum previsto para 2026, Lara continua construindo sua trajetória como artista plural, cuja expressão artística reflete a força de suas raízes e a amplitude de sua visão de mundo.

Publicado por Gustavo Neves

Gustavo Neves, jornalista e especialista em marketing, produção de conteúdo e definição de linha editorial, possui vasta experiência na realização de entrevistas, organização de coberturas de eventos, gerenciamento de redes sociais e coordenação da equipe. E-mail: [email protected]