Cut Flowers capturam reflexão agridoce e a beleza do arrependimento no novo single “Until It’s Time”

02 - Cut Flowers Landscape Press Photo
Créditos da imagem: Divulgação

Do coração da cena indie-rock de Toronto, o Cut Flowers surge com “Until It’s Time” — uma meditação intensa e vibrante sobre impermanência, arrependimento e reconciliação. Com raízes em harmonias pastorais e impulsionada por uma energia vibrante de gravação ao vivo, a faixa combina a melancolia da narrativa folk com a firmeza do rock e soul vintage.

“É uma música sobre se arrepender de não estar presente para as pessoas que você ama quando elas precisam de você”, diz o vocalista Kevan Byrne. “E meio que tentar fazer as pazes antes de morrermos — dizendo que desta vez eu estarei lá para você, e vou ficar até chegar a minha hora.”



Inspirada na melancolia atemporal do folk britânico dos anos 60 e 70 e na rusticidade de artistas contemporâneos do folk-blues americano como Jake Xerxes Fussell, “Until It’s Time” encontra seu próprio espaço entre a promessa e a resignação.



 

A música foi escrita em uma afinação incomum — uma descoberta que desbloqueou seu som aberto e ressonante. “Li sobre algo chamado black key tuning, que Curtis Mayfield usou em muitas de suas músicas”, lembra Byrne. “Coloquei meu violão nessa afinação e imediatamente fiquei impressionado por não ter ideia de como CM conseguia acordes e voicings nela para músicas como ‘Move On Up’. Mas ela era ótima para coisas cintilantes e contínuas na tonalidade de Sol. Foi essa afinação que usei para escrever ‘Until It’s Time’. No fim, você pode tocar a música em afinação padrão com acordes básicos. Mas às vezes é preciso sair dos seus hábitos para ouvir uma canção de outro jeito.”

Somando textura à faixa está uma parte marcante de melódica, executada por Al Okada, cuja contribuição se tornou central para a identidade sonora da música. “É um timbre tão inesperado para uma faixa como essa”, diz Byrne. “As harmonias que o Al usa são meio dissonantes e melódicas ao mesmo tempo — doce e ácido, que é justamente onde gostamos de estar.”

Com harmonias guiadas pelo folk, guitarras cheias de energia e poucos overdubs, a banda decidiu manter o processo de gravação cru e imediato. “Queríamos preservar o êxtase daquela experiência inicial quando a música surgiu”, explica Byrne. “Então montamos tudo bem próximos para reproduzir a sensação de uma banda ao vivo o máximo possível.”

No cerne, “Until It’s Time” é sobre fazer as pazes com a impermanência — uma meditação sobre o que significa estar presente, permanecer sensível e continuar, mesmo quando o tempo começa a se esgotar.

Publicado por Gustavo Neves

Gustavo Neves, jornalista e especialista em marketing, produção de conteúdo e definição de linha editorial, possui vasta experiência na realização de entrevistas, organização de coberturas de eventos, gerenciamento de redes sociais e coordenação da equipe. E-mail: [email protected]