Single de estreia da cantora e compositora Vivi Laprovita, é inspirado na frase da intelectual Angela Davis que diz que “a mulher negra movimenta a sociedade”. A letra reflete a importância do movimento que dinamiza a vida, da positividade e autoconfiança para conquistar seus sonhos. É uma MPB swingada com o tempero do samba e afrobeat que transmite energia e alto- astral. A música tem um videoclipe e faz parte do Ep “Intervalo”.
Ep Intervalo
A delicadeza e posicionamento crítico de Vivi Laprovita, cantora e compositora carioca que traz influências que passam pela MPB, Soul e Samba clássico em seu EP de estreia.
Vivi Laprovita (Nova MPB, Rio de Janeiro – RJ) é multiartista e transita entre a música, poesia e audiovisual, aproveitando seu repertório artístico para reunir práticas e linguagens conectadas pelo som. Em seu trabalho busca evidenciar o amor e a liberdade, sem deixar de lado seu olhar crítico sobre a estrutura da sociedade. Se interessa por construções sonoras que transmitem uma energia swingada, cheia de balanço e que ao mesmo tempo destacam a suavidade da sua voz. Acaba de lançar seu primeiro projeto autoral, o EP “Intervalo”, que conta com um videoclipe do single “Vou me Movimentar” e tem inspiração em artistas como Seu Jorge, Elza Soares, Gonzaguinha e Cartola.
Intervalo é “Um disco feito nas folgas” que se propõe a refletir sobre uma vida mais livre, leve e tranquila, para além de uma jornada extensa de trabalho.
CLT e artista independente, Vivi Laprovita usou as segundas feiras que tinha de folga para gravar as cinco músicas de seu EP e transpor esses sentimentos e questionamentos. Intervalo simboliza conceitualmente um momento de pausa no dia de um trabalhador para se pensar na alegria, no amor, no desejo, nos sonhos e na luta.
A artista acredita que é importante sonhar e viver o amor no momento presente, se aproximando da liberdade. Estar atento a armadilha que é uma existência baseada somente em trabalho e disputas desiguais por sobrevivência que só geram angústia, exaustão e ansiedade.
Essa temática está presente nas letras das canções, em trechos como: “Quase me perco, no desânimo tropeço, mais lento. (…) Se a vida aqui parece justa eu desconheço, o tempo vai passando e a gente paga o preço”, da música Pódio.
Ou em “Mas todo dia eu bato ponto, quem roubou minha alforria? (…) Também é meu direito ver o sol brilhar um dia. Hoje não quero um dia breve, vou fazer uma greve pra viver só de amor” de Greve, faixa que encerra o EP.
Vivi defende a importância de se movimentar na direção do que deseja, se perceber no mundo e de buscar uma vida plena em todos os sentidos, de sermos nós mesmos para além do intervalo: ter o sonho como realidade pela vida inteira!
Buzu é o produtor musical do EP e também responsável pela Mix e Master. As canções foram gravadas no seu estúdio em Caxias, na Baixada Fluminense, entre fevereiro e setembro de 2024.
O projeto tem Artes gráficas e Fotografia de Vladimir Ventura, Preparação vocal de Laura Pessoa e participação dos músicos: Arthur Martins (Violão), Edison Matos (Sax e Flauta), Ivan Lima (Contrabaixo), Marcus Vinicius Homem (Cavaco), Gabriel Marinho (Co produção da primeira faixa) e Vinicius Domingos (Guitarra elétrica/ Violão).
