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Tudo bem não estar bem: Demi Lovato e saúde mental

Ju Pires

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Ela já passou por alguns momentos complicados. Do estrelado ainda na adolescência à uma overdose quase fatal, podemos dizer que Demi Lovato foi do céu ao inferno em vários momentos da sua vida pessoal. Não é à toa que a artista tem quase que como uma missão colocar em seu trabalho mensagens de apoio e incentivo que cheguem diretamente à quem precisa de conforto e daquele empurrãozinho pra seguir em frente.

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Nesta quinta, 10, estreou a tão esperada parceria de Demi com Marshmello. A música é “Ok not to be ok”, que traduzindo para o português é, nada mais, nada menos que: é ok não estar ok. A mensagem que a música passa é de que tudo bem às vezes passar por um momento não muito bom na vida e que os momentos de tristeza precisam podem ser superados, até quando você se sente muito cansado para isso. No clipe, Demi dá de cara com seu “eu” mais jovem no espelho de um quarto tipicamente adolescente. De cara, conseguimos perceber, pelas roupas, a clara referência à época de “Camp Rock”, que Demi estrelou ao lado dos Jonas Brothers. Muito tempo depois descobrimos, pela própria cantora, que aquele já era um momento muito crítico de sua vida, onde começaram seus vícios em cocaína e a auto mutilação recorrente.

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A parceria foi lançada em um dia super importante. Dia 10 de setembro é o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio. Para a estreia da música, foi criado um site com um parte dedicada ao “Hope For The Day”, que é um movimento em prol dos cuidados com a saúde mental. A canção foi especialmente criada para o Setembro Amarelo. Achei legal demais. Gosto como Demi fala de assuntos sérios com batidas dançantes que não precisam ser infelizes ou sempre melancólicas. Assista:

Em março deste ano, Demi lançou “I love me”, uma canção de auto aceitação, que foi feita após uma fase muito ruim da cantora, em que chegou a ser internada por conta de uma overdose. Na música, ela fala sobre a importância de se amar em primeiro lugar. No clipe, com várias referências à momentos difíceis, a cantora passa por várias atrizes com figurinos que representam épocas diferentes. Ela passa pelo momento da turnê “Confident”, que é um momento que a cantora já revelou ter sofrido muita pressão estética para poder estar no peso considerado ideal e também pela fase de “Camp Rock”. Demi disse em várias entrevistas que só passou a se sentir bem com ela quando passou a desconsiderar as críticas. Ela chegou a postar fotos sem retoques nas redes sociais para mostrar a realidade, sem mentiras.

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A segunda parte da série documental de Demi para o YouTube, a “Simply complicated”, ainda não tem data de estreia, mas está confirmada. Nela, a cantora vai contar a sua versão para a overdose quase fatal que sofreu em 2018. Na ocasião, Demi estava sóbria há mais de seis anos, quando teve a recaída com as drogas. É sobre isso que é “Sober”, música do mesmo ano. Na letra, a artista pede desculpas aos fãs e à mãe. “Me desculpem por me verem cair de novo”, diz em um dos versos. “Eu quero ser um exemplo, mas sou apenas uma mulher”. E conclui: “me desculpe, não estou mais sóbria”.

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Como já falei aqui, não é de hoje que a pressão é um problema na vida da Demi. No álbum “Don’t forget”, de 2008, a cantora escreveu “La la land”, contando das suas experiências em Hollywood e sobre coo é complicado ser forte. Na composição, ela demonstra imenso desconforto em não se sentir parte da glamourosa engrenagem e muitos a consideram o primeiro sinal de alerta de que as coisas não iam bem. Detalhe: ela tinha apenas 16 anos. A música foi trilha de chamada de um programa da Disney e ninguém podia imaginar a profundidade do que estava rolando. No clipe, ela é sabatinada em um programa de entrevistas, onde fica extremamente desconfortável.

 

No terceiro álbum de sua carreira, “Unbroken”, Demi escolheu para primeiro single “Skyscraper”. A música não é uma composição dela, mas fazia sentido na ocasião. Em 2011 ela tinha encarado dois tratamentos em clínicas de reabilitação e fez um disco bem denso baseado no seu último ano e no que a levou a se envolver com as drogas, afinal. Na música, ela se compara à um pedaço de vidro, mas afirma que vai se manter imbatível e que não vai desistir.

Ligada às questões LGBTQI+, Demi lançou “I really don’t care”, que, segundo ela, foi pensada exatamente para chegar às pessoas que muitas vezes não se aceitam. A cantora quis passar uma mensagem contra o bullying. “Isso me fez pensar em bullying e me fez pensar na comunidade LGBT, que lida com isso, então muitas vezes, mas eles se aceitam”, disse em entrevista. No clipe, Demi faz um discurso em uma parada gay, onde se apresenta.

Como ninguém é de ferro, vale dar aquela alfinetada nos haters, né? E foi isso que Demi fez em “Sorry, not sorry”. Na música ela reafirma que estar bem com ela mesma é o seu maior objetivo, que se coloca em primeiro lugar e não se arrepende disso. Maravilhosa, né?

Essas são só algumas das músicas que escolhi para representar as mensagens que Demi Lovato faz questão de passar em seu trabalho. Nos álbuns dela você encontra todos esses significados e muito mais. Eu adoro a Demi e estou ansiosa pra que ela volte mesmo pro Brasil. Lembrando que saúde mental é importante demais e que, se você estiver passando por um momento difícil, é extremamente importante procurar ajuda. Ligue 188 e fale com o CVV, o Centro de Valorização da Vida. Eles também estão aqui.

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Ju Pires é jornalista e produtora de conteúdo com passagem pela rádio FM O Dia, Mix Rio FM e SulAmérica Paradiso. Fã de Britney Spears, seu lema é: “se a princesinha do pop superou 2007, somos capazes de superar tudo”.

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