The Dirty Nil lança novo álbum ‘The Lash’ com balada punk orquestrada “This is Me Warning Ya”

The Dirty Nil
CREDIT: DREW THOMSON

The Dirty Nil apresenta seu quinto álbum, The Lash, lançado pela gravadora Dine Alone Records. No fim das contas, The Lash soa exatamente como o título sugere — um estalo frio e duro do chicote, aplicado pela banda canadense de rock como uma espécie de reinício necessário após quase 20 anos explorando o lado mais leve da música.

Após a intensidade hardcore de “Fail in Time” e a honestidade feroz de “Rock N’ Roll Band”, a faixa de destaque do álbum, “This Is Me Warning Ya”, revela um lado surpreendentemente diferente da banda — cinematográfico, espaçoso e, curiosamente, romântico. “This is Me Warning Ya” troca a distorção por uma orquestração refinada, trazendo violino e violoncelo para construir um pano de fundo sombrio e elegante que embala os vocais melódicos de Luke Bentham.



A faixa mergulha na carga emocional que define The Lash, ao mesmo tempo em que se destaca como o momento mais íntimo e recheado de cordas do álbum.



“Eu estava numa fase de ouvir muito Frank Sinatra. Escrevi a música muito rápido e fiquei satisfeito com ela. Não houve revisões nem alterações desde o primeiro rascunho. Quando gravamos, nossa amiga Sara Danae entrou para tocar violino sobre a base que eu já tinha feito, e isso trouxe uma sonoridade rica. Perguntamos se ela também poderia tocar violoncelo. Apesar de nunca ter tocado um antes, ela executou um trecho simples, mas bonito, e eu fiquei extasiado com o resultado final.”
Luke Bentham sobre “This is Me Warning Ya”

Durante uma viagem ao Vaticano, Bentham encontrou inspiração em obras de arte esquecidas:

“Eu estava em uma parte empoeirada do porão, e havia alguns relevos de bronze insanos, das coisas mais brutais que já vi. Um deles se chamava The Horrors of War (Os Horrores da Guerra). Eram dois caras brigando por uma faca. Essa imagem acabou guiando muito do que compõe este disco.”

A partir daí, a banda convidou o designer britânico Jack Sabbat, conhecido por seu estilo ácido de panfletos punk piratas, garantindo que The Lash tivesse uma estética que combina perfeitamente com uma pilha de velhos discos do Crass ou uma masmorra medieval de tortura.

Tematicamente, as 10 faixas do álbum trocam o romantismo descontraído habitual de Bentham por uma catarse emocional sobre tudo — desde as frustrações com a indústria musical até o fim de um relacionamento. O baterista e parceiro de banda Kyle Fisher brinca:

“Tenho dito para as pessoas que esse é o disco de terapia do Luke.”

Desde sua formação em 2006, o The Dirty Nil sempre abraçou o lado mais chamativo do punk. Mas com The Lash, eles reduzem tudo à essência — apenas dois amigos em uma sala, tocando como se tudo estivesse em jogo.

Para fãs de The Jesus Lizard, The Bronx e Metz, The Lash é um disco de rock intenso, vindo de uma banda que passou mais de uma década destruindo palcos, conquistando fãs ao redor do mundo e até ganhando um JUNO Award como Banda Revelação em 2017. Eles jogaram o jogo, passaram por todos os obstáculos — agora, o The Dirty Nil está fazendo tudo do seu jeito.

Publicado por Gustavo Neves

Gustavo Neves, jornalista e especialista em marketing, produção de conteúdo e definição de linha editorial, possui vasta experiência na realização de entrevistas, organização de coberturas de eventos, gerenciamento de redes sociais e coordenação da equipe. E-mail: [email protected]