Tereu – nome artístico do catarinense Matheus Andrighi – prepara seu voo solo como cantor e compositor com o single Mais Forte Que o Medo, o segundo a antecipar seu álbum de estreia, Música pra Enxergar de Novo, co-produzido com o baterista Sérgio “Plim” Machado (Ney Matogrosso, Liniker, Ana Frango Elétrico). Conhecido por integrar o projeto de Potyguara Bardo desde 2020, o músico apresenta agora, em parceria com o selo TRUQ, uma canção que aborda as rupturas e a solidão usando a migração como fonte de inspiração. “É sobre os contrastes de um estilo de vida comum em rota de colisão com um inevitável novo modo de ‘ser’ do mundo”, comenta.
A canção nasce como uma espécie de confissão ao músico cearense Belchior, figura que atravessa a letra, sendo parafraseado. Referências diretas a clássicos como Pequeno mapa do tempo e Comentários a Respeito de John constroem uma ponte entre gerações, entre o Brasil profundo e um novo modo de habitar o mundo.
Gravada em uma única sessão, no que Tereu chama de um “formato quase livre”, a faixa se ancora em elementos sonoros das décadas de 60 e 70, revelando parte do que virá no disco. Narrativas pessoais, memória coletiva e temas contemporâneos atravessam o álbum. Além de ser responsável pela co-produção, Sérgio “Plim” Machado também assina os arranjos de percussão. Richard Fermino, músico e multi-instrumentista, contribui com os sopros.
A capa de Mais Forte Que o Medo, assim como as demais artes do álbum, é assinada por Lia Ballack. Em Música Pra Enxergar de Novo, Tereu busca uma relação direta com quem escuta — também pelo olhar. “Queria que a imagem conversasse com quem vê, de forma simples e presente. Em meio a tantos estímulos, o que me interessa é criar conexão de verdade, com beleza e empatia”, diz o artista.
SOBRE TEREU
Tereu é o nome artístico de Matheus Andrighi, catarinense radicado em São Paulo desde 2018, após duas décadas de vivência no norte do Brasil. Compositor, pesquisador e multi-instrumentista, atua há mais de 10 anos em diversas áreas da produção artística, da produção visual e também como músico arranjador de outros artistas nacionais. Neste ano deu início ao seu trabalho solo com o single Feito Besta, que anunciou o disco Música Pra Enxergar de Novo.
O álbum a ser lançado é uma colcha de retalhos atravessado por traços da música brasileira e sulamericana, além do indie, mas também remexe em algum âmbito o rock rural – gênero que foi popular em algum momento do passado nas vozes de cantores como Elis Regina, Zé Rodrix, mas que está distante do grande público desde o início dos anos 80.
Em paralelo, Tereu integra o projeto de Potyguara Bardo, integrando os shows da artista desde 2020 – mesmo ano em que ganhou o Prêmio Hangar de Música.
