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Resenha: A História Do Cinema Para Quem Tem Pressa

Vamos resenhar o sexto título da coleção best-seller da Editora Valentina Para quem tem pressa, com mais de 400 mil exemplares vendidos. Trata-se do livro A História do Cinema para quem tem pressa, que traz a história do cinema durante as várias décadas desde o seu surgimento em poucas páginas.

Nesta edição, o leitor conhecerá os inventores e os pioneiros do cinema (como Thomas Edison e Os Irmãos Lumière), o nascimento e o fim dos grandes estúdios nos EUA, os reflexos no cinema a partir das Primeira e Segunda Guerras Mundiais, os Expressionismos Alemão e Francês, o impacto das produções com som e o surgimento da TV, o Neorrealismo Italiano e a Nouvelle Vague, o início e as fases do Cinema Brasileiro, Animações e Contracultura, por exemplo. O livro reúne fotos históricas e destina-se a leigos, pesquisadores e estudantes, em linguagem acessível.

O livro inicia-se  com a pré-história das imagens em movimento na virada do século 19,  numa época conhecida como Segunda Revolução Industrial onde quase tudo mudou na  humanidade e as inovações era cada vez mais sedentas de informações.

Sendo o autor do livro, as enciclopédias informam que o cinema foi inventado pelos Irmãos Lumière em uma sessão de aproximadamente 20 minutos, na qual foram exibidos curtas produzidos pelos próprios Lumière. Outros pioneiros são citados no livro, especialmente o inovador Georges Méliès, que desenvolveu soluções artísticas criando personagens, desenvolvendo cenários e levou para o cinema seu aprendizado no teatro e no ilusionismo.

 Entre as formações dos grandes estúdios do cinema mudo, o destaque foi quando Charles Chaplin  se reuniu a outros três mitos de período  para fundar a United Artists, com  o objetivo de aprimorar os sitemas de distribuição do mercado cinematográfico. Durante alguns anos, o cinema mudo obteve bons lucros e prestígios distribuindo filmes de qualidade.

A partir deste ponto e conforme o tempo foi passado, Celso Sabadin mostra o caminho do homem aperfeiçoando habilidades e conhecimentos nas atividades cinematográficas. Dando importância  as consequências  da primeira guerra mundial com homens que enriqueceram construindo impérios  do entretenimento, especialmente a grande Hollywood.

 O autor realçou também o Surrealismo, o Expressionismo Alemão no gênero terror, o Impressionismo Francês, o Realismo Soviético e a poderosa Warner mudando os caminhos e ensinando o cinema a falar. Todos permitiram ter uma visão em várias dimensões possibilitando o leitor um conhecimento enriquecedor.

O cinema brasileiro também ganhou um capítulo especial, engajando na difícil empreitada  de tornar o cinema nacional numa indústria sólida e lucrativa. Infelizmente o livro deixa claro que o cinema brasileiro nunca conseguiu se estabelecer como uma indústria forte.

Como se trata de uma história longa que desenvolveu em todos os continentes, o livro é apenas um pontapé inicial para criar no leitor um estímulo para  aprofundar mais no assunto e descobrir como o cinema chegou nas animações, franquias, continuações e Remakes tão lucrativas. Por isso o livro consegue instigar e provocar interesse para procurar outras obras literárias sobre o tema.

O livro contém uma capa maravilhosa com vários personagens do cinema, confesso que foi através dela que  fiquei interessada na leitura da obra. A diagramação está impecável na folhas brancas e com várias imagens do cinema, todas em preto e branco. Durante a leitura o leitor pode anotar e criar uma lista de variáveis filmes para expandir os horizontes e inserir mais conhecimento da sétima arte.

A cômica cena do rosto na Lua  sendo atingido por uma cápsula espacial em cheio no olho, cena de Viagem à Lua de 1902, tornou-se uma das mais clássicas da história e o cinema ainda não havia completado sete anos de existência e já exibia um curta-metragem em  preto e branco com seres lunares nas produções do cinema mudo.

A História do Cinema para quem tem pressa já está à venda nas livrarias de todo o Brasil, com preço de capa de R$ 34,90 para a versão física e R$ 26,90 para a versão em ebook.

SOBRE CELSO SABADIN
Celso Sabadin é mestre em Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi, graduado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, e em Publicidade e Propaganda pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). É crítico de cinema, professor, curador e escritor. Autor dos livros Vocês Ainda Não Ouviram Nada – A Barulhenta História do Cinema Mudo (1997/2000), Éramos Apenas Paulistas (2009) e O Cinema como Ofício (2010). Roteirizou e dirigiu o longa Mazzaropi (2013) e roteirizou o curta Nem Isso (2015), da obra de Luis Fernando Verissimo. Corroteirizou o longa documental Badi Assad (2018).

SOBRE A EDITORA VALENTINA
Localizada no Rio de Janeiro, a Editora Valentina mantém seu compromisso de publicar literatura de entretenimento e obras de referência aclamadas em prêmios e principais veículos de imprensa internacionais. O perfil editorial é voltado a romances que abordem a juventude contemporânea e ganhem vida fora do livro, além de temas como urban fantasy, distopia, paranormal, femininos, thrillerchick lit, pets, religiosidade, biografia, bem-estar, steampunk.

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