“Representa o jovem, a rua e a fé”, diz Mãolee sobre o novo álbum solo “Confia”

TZ da Coronel, Filipe Ret, L7NNON e BK são alguns dos nomes que compõem o projeto que inclui funk, afrobeat e trap: “Gosto de misturar os ritmos e o trap é o ‘rap do momento'”

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Ari Prensa
Henrique Paes Lima é o nome de registo de um dos maiores beatmakers da cena do rap nacional, mas é como “Mãolee” que ele apresenta os trabalhos ao público. Nesta sexta-feira, 10, o artista lança “Confia”, segundo álbum solo de sua carreira, quase seis anos após “Bendito”. Os números de Mãolee são grandiosos, chegando a 200 milhões de visualizações no YouTube e aproximadamente 300 milhões de Streams no Spotify.
Em abril, ele divulgou o single “Escolhido”, em parceria com Leviano, Mc Tikão e Lv, que ganhou um videoclipe e já ultrapassou 200 mil streams nas plataformas digitais: “Ver o trabalhando tomando forma e ganhando espaço para além dos momentos no estúdio é muito bom. Agora que está no mundo,espero que a galera curta e ouça onde estiverem”, declara. Composto por 12 faixas, Mãolee diz que “Confia” é o trabalho mais atual que fez até hoje.
“Sempre tentava realizar resgates em todos os outros projetos e nesse eu me voltei para a atualidade, principalmente para o Rio de Janeiro”. Com uma mistura de ritmos, o disco chega com o funk carioca e paulista, passando pelo afrobeat e reforçando o trap do Rio. De acordo com o produtor, o trap é o “rap do momento”: “Acho importante essa união dos gêneros, a música urbana é essa junção mesmo”. Ele também revela o que consome na música:
“Ouço muito afrobeat, acho que comunica bastante e por isso quis incluí-lo. A escolha do funk foi porque eu nasci e cresci no meio do funk carioca e não tinha outra forma senão inserir o gênero. Já o trap, representa a cena, ele não é a transformação, mas é o momento”, afirma.
Quanto ao repertório, Mãolee diz que não buscou criar algo muito profundo, pois sua intenção era fazer algo descontraído para as pessoas curtirem. No entanto, entre uma faixa e outra, há questões ideológicas e temas mais densos. No mais, ele acrescenta: “Tem músicas falando de minas, falando dos manos, falando da rua, de disciplina, confiança, esperança e fé. Ele fala sobre gente, sobre o ser humano, é isso que ele representa”, declara.
O produtor também fala sobre o que o álbum representa para a sua vida e diz que “Confia” o fez entrar em conflito com os seus próprios pensamentos, teorias, questionamentos: “Ele tem uma parte de mim também, um conflito do Mãolee com o Mãolee. Uma briga entre um lado meu que é conservador ao mesmo tempo que o outro é libertário. Nele eu mostro os meus desejos de desbravar o mundo e a vontade de garantir. Confiança, crença, vida. É como se eu estivesse dentro de um drama, à beira da morte sem morrer. Falo sobre pensamento positivo que acredita que tudo é possível. Não é só sobre a música, mas sobre poesia”, fala.
Ele continua: “Poder fazer um álbum é também ter a certeza de que estou me atualizando, me transformando”. Mãolee fala sobre a sua evolução: “Eu aprendi muito com esse projeto e me reinventei. Os desafios me movem e sinto que evoluí dentro do estúdio fazendo a produção, gravando, vivendo as experiências. Acho que consegui ter resiliência e, é claro, a confiança que é a mensagem principal deste trabalho.
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Escrito por Gustavo Neves

Gustavo Neves é um jornalista experiente na cobertura de notícias nacionais e internacionais. Com uma paixão inabalável pela música, tem se destacado em diversas áreas. E-mail: [email protected]

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