O canadense Allen Dobb apresenta The Afterlife Sessions, álbum folk colaborativo e enraizado em experiências vividas

12 - Allen Dobb - Allen Dobb Press Photo Credit- Peter D Faris
Créditos: Peter D. Faris

O cantor e compositor canadense Allen Dobb lança seu novo álbum, The Afterlife Sessions, um retorno a algo essencial. Construídas inteiramente em torno de instrumentação acústica, as 11 faixas se apoiam em uma vida inteira de escuta, prática e aperfeiçoamento de uma composição enraizada no folk, no americana e em experiências reais. O resultado é uma coleção que soa ao mesmo tempo sólida e expansiva, moldada pela colaboração e guiada pelo instinto.

“Gravar The Afterlife Sessions pareceu algo que eu sempre estive destinado a fazer”, explica Dobb. “Crescendo na fazenda, eu era cercado por música acústica. Eu simplesmente amo os sons simpáticos que são criados por todos os instrumentos de corda tocando juntos.”



Essa visão ganhou forma por meio de uma série de conexões orgânicas. Depois de dividir o palco pela primeira vez em um show caseiro, Dobb começou a desenvolver a ideia de gravar com os músicos Ryland Moranz e Dan Fremlin. Uma apresentação posterior no Cowichan Valley Bluegrass Festival deu impulso definitivo ao projeto, levando a uma sessão de quatro dias no Afterlife Studios, em Vancouver.



No centro do álbum está o single principal, “Ballad of Willie Holmes”, uma narrativa folk ao mesmo tempo assombrada e reconfortante que reflete sobre memória, família e o peso silencioso das experiências vividas. Escrita de forma intuitiva, a música posteriormente revelou conexões pessoais mais profundas.

“Em retrospecto, percebi que estava escrevendo sobre meu pai”, compartilha Dobb. “Ele estava parcialmente incorporado no personagem Willie Holmes.”

As imagens da faixa são baseadas em momentos reais, incluindo uma lembrança da véspera de Natal em que seu pai enfrentava estradas rurais congeladas para conseguir voltar para casa com suprimentos e presentes.

Simples nos arranjos, mas emocionalmente ressonante, “Ballad of Willie Holmes” reflete a abordagem mais ampla do álbum: despir as músicas até seu núcleo emocional. Sem bateria ou produção excessiva, o foco permanece na voz, na narrativa e na interação entre os instrumentos.

“Acho que este álbum me ensinou a confiar nas minhas próprias sensibilidades artísticas”, afirma Dobb. “Não é preciso muito adorno de produção para dar vida às minhas músicas.”

Publicado por Gustavo Neves

Gustavo Neves, jornalista e especialista em marketing, produção de conteúdo e definição de linha editorial, possui vasta experiência na realização de entrevistas, organização de coberturas de eventos, gerenciamento de redes sociais e coordenação da equipe. E-mail: [email protected]