Nova música de Will e Os Blues Selváticos feat Victor Cali celebra a vida que acontece offline 

O single “Tempestade Magnética” sugere uma realidade distópica onde o apocalipse acaba com o wifi. A sonoridade marcada pelo blues e folk music criam o clima de “música para pegar a estrada”

Com blues acústico, nova música de Will & Os Blues Selváticos feat Victor Cali celebra a vida que acontece offline
Foto: Camilla Rhodes

A nova música de Will e Os Blues Selvátivos feat Victor Cali te convidam a desligar o wi-fi e ganhar as ruas e estradas, aproveitando o que há de melhor na vida offline.

Com violão dobro, pandeiro, coro e demais sons marcantes do blues e folk music, “Tempestade Magnética” brinca com o passado e com o futuro. Enquanto a sonoridade traz o clima do blues dos anos 60 e 70, a letra versa sobre uma realidade distópica onde um apocalipse desconecta o wi-fi da Terra. A música traz uma discussão importante para os tempos atuais onde a conexão virtuais está tomando conta das relações humanas.   A gravação foi finalizada digitalmente a partir de 90% de instrumentos acústicos/analógicos.

“A música emana um clima festivo, em contraponto a letra traz o peso de uma distopia onde tempestades magnéticas provenientes da superfície solar devastam a tecnologia afetando sistemas eletrônicos e de comunicação, como a internet. Já pensou como seria a vida nesse cenário?”, explica Will Carbônica, multiartista responsável pelo projeto Will & Os Blues Selvático, onde se debruça ao blues moderno com elementos sul-americanos, especialmente brasileiros. Will tem duas décadas de estrada como artista e produtor com trabalhos voltados à música brasileira e rock’n’roll.

“Apesar de ser uma distopia carregada de crítica, Tempestade Magnética também traz uma visão otimista sobre tudo que ainda podemos viver sem essas tecnologias modernas”, compartilha Victor Cali, cantor e compositor brasileiro, com músicas que dialogam com a MPB, R&B, Rap e AfroPop.

O single é o quarto lançamento de 2024 da Coletânea Clam, do coletivo e selo musical Projeto Clam, que está há 17 anos na linha de frente da arte e cultura da cidade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. A Coletânea Clam reúne singles de artistas da cena independente da cidade. Ao longo do ano, haverá 1 lançamento por mês com o intuito de manter o público em contato com as obras e com o projeto como um todo, que se encerra no fim do ano com exposição de fotografias e um festival musical.

Clima distópico

Para incentivar diversas formas de arte, o Projeto Clam convidou duas artistas para realizar a fotografia e a capa do single em um diálogo entre música e artes visuais.

Com isso, a fotografia foi feita por Camilla Rhodes inspirada em universos distópicos do cinema como Mad Max, Matrix e Clube da Luta. A capa do single ficou por conta de uma xilogravura da artista Juliane Dias, que foi pensada na carta de três espadas do tarô.

A canção possui algumas referências instrumentais ao nordeste que tem uma grande conexão com a arte da xilogravura. A técnica também esteve presente nos figurinos utilizados no ensaio fotográfico dos artistas criados pelo estúdio Mingau de Cachorro.

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Escrito por Gustavo Neves

Gustavo Neves é um jornalista experiente na cobertura de notícias nacionais e internacionais. Com uma paixão inabalável pela música, tem se destacado em diversas áreas. E-mail: [email protected]

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