Nádia Figueiredo estreia na Sapucaí emprestando voz ao samba composto por Xande de Pilares

Conquistando o mundo com releituras e singles autorais, a soprano entoará o enredo da Embaixadores da Alegria, primeira escola para deficientes físicos, que abre a noite do Sábado das Campeãs no Carnaval carioca

Nádia Figueiredo estreia na Sapucaí emprestando a voz ao samba composto por Xande de Pilares
Créditos: Jorge Bispo

A cantora soprano Nádia Figueiredo, que já levou nuances do Brasil para todo o mundo, agora marca sua estreia no Carnaval carioca. A voz da recente releitura de “Samba Em Prelúdio”, de Vinícius de Moraes e Baden Powell, invade a avenida entoando o samba-enredo da Embaixadores da Alegria, escola de samba pioneira da inclusão, que abre a noite do Desfile das Campeãs.

Nádia cantará a composição de Xande de Pilares, Gilson Bernini e Clovis Pê, “O Casamento Entre o Céu e a Terra”, falando sobre a riqueza cultural dos povos originários e a importância da preservação ambiental.



“A preservação ambiental é algo que sempre esteve muito presente na minha música, então eu amei o tema. Ter um espaço como este não é só inclusivo, é algo nobre, por isso aceitei de pronto o convite.”

A cantora também destaca que ter o canto lírico na Sapucaí, mostra como a arte e a inclusão devem andar lado a lado.

Foi um convite feito pelo Paul Davies, Presidente de Honra, e Caio Leitão, Presidente da Escola. O Paul Davis sempre gostou da minha voz e achou que seria uma boa ideia ter uma voz ‘diferente’ na Sapucai, o que não deixa de ser uma forma de inclusão, que é a marca da escola, derrubando o estigma de cantora lírica“, conta a artista.



Acostumada aos palcos, esta será a primeira vez de Nádia na avenida, e ela confirma o frio na barriga. “É um grande desafio, porque é uma situação completamente nova para mim. É algo diferente de tudo o que eu já vivenciei“.

Sem fantasias desnudas, a artista optou por uma camisa homenageando uma voz indigena. “A arte é inspirada na figura da Deputada Celia Xakriaba, e através do samba enredo da escola que tem como compositores Clovis Pê, Xande de Pilares e Gilson Bernini, cantaremos a fala dela e do povo originário.

Inclusive, Figueiredo afirma que este é o único posto que ocuparia na Sapucaí. “Não posso dizer nunca, mas sou totalmente descoordenada, sem samba no pé, e fico admirando as passistas belíssimas e com tanta habilidade, então deixo o posto de musa e rainha para quem sabe“.

No entanto, apesar de estreante no maior espetáculo da terra, a ligação de Nádia com o samba é literalmente de outros carnavais. “Aprendi a cantar e tocar no violão vários sambas de raiz e marchinhas de carnaval com um professor de violão que tive ainda criança. Além disso, desde 2023, meus lançamentos musicais têm sido releituras de samba como ‘Isto aqui o que é’, clássico de Ary Barroso e MPB.

Ainda trazendo o meio ambiente como tema, a cantora soprano também acaba de lançar a canção autoral “Já Raiou” nas principais plataformas de streaming. “A música fala sobre a natureza, em especial o sol, que nos aquece e traz vida ao planeta“.

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Publicado por Gustavo Neves

Gustavo Neves, jornalista e especialista em marketing, produção de conteúdo e definição de linha editorial, possui vasta experiência na realização de entrevistas, organização de coberturas de eventos, gerenciamento de redes sociais e coordenação da equipe. E-mail: [email protected]