“Me Bebe Outra Vez” é o segundo single do álbum Pessoal e Transferível, que reúne dez faixas e marca a estreia solo de Fernando Aranha

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Créditos da imagem: Divulgação

“Me Bebe Outra Vez” é o segundo single do álbum Pessoal e Transferível, projeto que reúne dez faixas e marca a estreia solo de Fernando Aranha. O disco traça uma jornada de autoconhecimento do artista, partilhando a sua transformação interior e a sua nova relação com o mundo. Todas as músicas são compostas e tocadas pelo artista em um processo criativo onde a guitarra é o centro gravitacional e a edição é parte da composição.

Apesar de profundamente pessoal, o trabalho dialoga com experiências universais: o desejo de ser livre, de se reconectar com o próprio corpo e mente, e de viver a sexualidade — e todas as formas de existência — de maneira autêntica e plena.



Antes de iniciar sua trajetória solo, Fernando acompanhou nomes consagrados da música brasileira, como Engenheiros do Hawaii e Kid Abelha, além de construir uma carreira premiada no cinema, como compositor de trilhas originais e designer de som.

Concebido como um longa-metragem sonoro, Pessoal e Transferível propõe uma narrativa em dez atos sobre morte e renascimento. As canções incorporam elementos cinematográficos em sua construção sonora, e o álbum completo incluirá faixas de “cenas narrativas” — obras puramente sonoras, desenvolvidas com pensamento da linguagem cinematográfica.



O projeto se conecta à pesquisa que o artista vem desenvolvendo há anos em sua instalação Cinema Sonoro, apresentada em diversos espaços de arte, onde o som é protagonista na construção de narrativas cinematográficas.

“Me Bebe Outra Vez” é uma música pulsante e enérgica para pista e que mistura sensualidade e sexualidade explícita. É uma música com temática gay, onde o artista narra a relação de desejo por um homem em sua ausência. Ele é possuído por forças quase demoníacas desse outro, em uma pulsão de vida e morte.

A canção se desenvolve em uma crescente sexual até um grande orgasmo, e ousa pelo fato de demonstrar o gemido masculino, algo muito pouco presente nas artes em geral. A marcação constante do bumbo eletrônico levada por um violão de pegada bem forte e as pausas e marcações fortes de guitarras e bateria no refrão dão o tom jovem e enérgico da canção.

Publicado por Gustavo Neves

Gustavo Neves, jornalista e especialista em marketing, produção de conteúdo e definição de linha editorial, possui vasta experiência na realização de entrevistas, organização de coberturas de eventos, gerenciamento de redes sociais e coordenação da equipe. E-mail: [email protected]