O ano passado foi excelente para Mark Nevin, com a reunião de sua banda Fairground Attraction, 35 anos após o enorme sucesso do álbum multi-platina vencedor de dois prêmios Brit, First Of A Million Kisses, e do single número 1 Perfect (ambos escritos por Nevin). Ele fez turnê pelo Japão, lotou casas de show no Reino Unido — incluindo a Royal Festival Hall de Londres — e ainda lançou o aclamado álbum Beautiful Happening, mais uma belíssima coleção de suas composições.
Durante os trinta e cinco anos entre o disco de estreia e o segundo álbum da banda, Mark co-escreveu e tocou guitarra com Morrissey e Kirsty MacColl, além de ter músicas gravadas por David Bowie, Joe Cocker e Ringo Starr, entre muitos outros. Depois disso, passou a se dedicar à carreira solo, lançando sete álbuns de estúdio aclamados pela crítica.
“Shining On The Hill” é o primeiro single de um novo projeto em desenvolvimento. Uma canção bluesy e inspiradora, que conduz a uma jornada para um lugar acima e além das preocupações do mundo moderno. A faixa conta com a participação de James Hallawell (da banda The Waterboys) no órgão Hammond e um arranjo de metais assinado pelos lendários The Kick Horns (que já colaboraram com Eric Clapton e The Who), com sonoridade que remete direto a New Orleans. São três minutos e quinze segundos de puro verão, acompanhados de um clipe igualmente quente, gravado no Rio de Janeiro.
Mark explica a origem da música:
“A inspiração veio de uma história que ouvi sobre um mercador muito rico, porém solitário, que percorreu muitos quilômetros até o topo de uma montanha íngreme e remota em busca de conselhos de um velho monge sábio que vivia lá.
Ao ouvir a história do mercador, o monge nada disse. Em vez disso, encheu um copo com água, colocou-o à sua frente e voltou para a cama onde estava deitado antes da interrupção. O homem, confuso, ficou observando o copo, tentando entender o que aquilo significava.
Lentamente, as ondulações da água cessaram, até que ela ficou completamente parada, refletindo o vasto céu acima.
Com o tempo, o mercador entendeu: a diferença entre ele e o monge era que, enquanto ele vivia em busca constante, o mundo procurava o monge — pessoas viajavam longas distâncias e escalavam terrenos hostis para estar perto de sua paz perfeita, que brilhava, como um farol, no alto da colina.”
Mark ainda conta que escreveu a música em fevereiro e a apresentou à esposa, Louise, como um “Valentine musical”, o que deu à canção um novo significado, funcionando tanto como uma ode à paz interior quanto como uma declaração de amor — talvez duas faces da mesma moeda.
“Em meio à alegria do retorno do Fairground Attraction no ano passado, nossa família teve que lidar com a proximidade da morte, quando Louise enfrentou um grave problema de saúde.
É curioso como o muito bom e o muito ruim costumam vir juntos, como dois ônibus que chegam ao mesmo tempo.
Ela recebeu o diagnóstico positivo de cura no mesmo dia do lançamento de Beautiful Happening — e foi exatamente isso: um acontecimento lindo. Para comemorar, no fim do ano, marquei uma grande viagem em família para a Argentina e o Brasil.”
E completa:
“Em pleno fim de semana da Páscoa, no Rio de Janeiro, aproveitei a oportunidade para gravar o clipe. Estava quente e aquela grande colina era realmente íngreme…
Mas continuarei subindo sempre, para ouvir os sinos da alegria tocarem, onde você estará… brilhando na colina.”
