Luan Santana acaba com formato de live popularizado por Gusttavo Lima

Com o evento multiplataforma empreendido pelo cantor Luan Santana e a Globo, chega ao fim o primeiro ciclo das lives neste período de pandemia. O que conhecíamos até agora por Gusttavo Lima chegou ao pico de exaustão. Se adequássemos à curva das expectativas flutuantes popularizada por Zeca Camargo, os eventos no YouTube estariam na ressaca da ressaca.

Mas uma ressaca bem diferente da preconizada por seus pioneiros. Gusttavo Lima foi o primeiro a se destacar no formato, em uma transmissão épica diretamente do aconchego do lar, entornando litros de bebida alcoólica, falando muita besteira e criando um híbrido entre reality show e apresentação musical.

Foi inspiração para diversos outros artistas, sobretudo para sertanejos em um primeiro momento. Assim foi criada uma alternativa rentável para este momento em que estão proibidas aglomerações, algo tão fundamental para a indústria do entretenimento.

Quanto à live de Luan Santana, o único fator que remetia à proposta vigente era o modelo de distribuição, que além das plataformas da Globo também estava disponível no YouTube do cantor. De resto, poderia ser um especial do Criança Esperança.

Sem qualquer resquício da abordagem intimista instituída em meados de março, foi uma superprodução com roteiro bem amarrado e até cenário tecnológico no melhor estilo Domingão do Faustão. Uma realização perfeita, como se fosse a gravação de um DVD.

E tudo bem, é assim que funciona: uma ideia faz sucesso, é replicada e logo se torna pasteurizada. O processo deve provocar efeitos colaterais para manter as lives relevantes.

Em um primeiro momento, parece que parcerias como Marília Mendonça e a dupla Maiara e Maraísa neste domingo, ou especiais temáticos como Sorriso Maroto cantando só sucessos mais antigos podem ser caminhos.

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