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Música

Kell Smith lança o álbum ‘O Velho e Bom Novo’

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Era uma vez…. Quis o destino que a introdução típica de contos de fada desse nome a uma música que parou o Brasil. Mas foi apenas a primeira página da história de uma cantora e compositora que se prova muito maior. Agora, Kell Smith lança “O Velho e Bom Novo“, pela Na Moral Produções, seu segundo álbum, inaugurando uma nova fase de sua carreira. Com 12 canções autorais, 8 delas em parceria com o maestro e produtor musical Bruno Alves, o disco é um convite poético à reflexão sobre vulnerabilidades, autoconhecimento e amor.
Gravado com equilíbrio entre técnicas analógicas e digitais, “O Velho e Bom Novo” traz a inspiração e a voz de uma artista visceral, única, despida de qualquer recurso de afinação artificial. É um álbum orgânico como a própria vida.

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Concebido como uma obra com lados A e B, o “O Velho e Bom Novo” resgata referências de uma época gloriosa da música brasileira, abraçando temas urgentes, como a saúde mental, depressão e ressignificação do luto. Assuntos que nos unem há gerações, infelizmente ainda vistos como tabus. No entanto, são ainda mais emblemáticos quando vivemos o confinamento, isolamento social e solidão impostos por uma pandemia global.

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“Compor é sobre se entregar. É dar voz não só a si. O foco é não perder o foco da música. No fim das contas, a música é o coração de tudo”, diz Kell Smith.

“O Velho e Bom Novo” é sobre a vida real, sem medo de encarar conflitos e feridas. Em cada canção, Kell fala de seus dilemas e também do muito que absorveu, seja na poesia de Paulo Leminski, ou em grupos de Whatsapp com fãs. A artista nos traz pra perto com sensibilidade e compreensão, falando para todos, sem pré-julgamentos. Sua música é sofisticada e popular, diz também sobre o amor, liberdade e autoconhecimento. Os bastidores das composições e gravações do álbum foram lançados em formato da série documental “O Velho e Bom Novo”, disponível no canal oficial de YouTube da cantora.
O álbum marca o amadurecimento da artista, que há pouco mais de 5 anos sequer sonhava em subir em um palco. Mas, em 2019, chegou ao topo das paradas de rádios, plataformas de streaming e entrou em milhões de lares através de programas de tv.

Talvez uma das maiores aliadas de sua capacidade de compor seja a vivência. Filha de missionários, Kell morou em todas as regiões do Brasil. Das grandes metrópoles até uma aldeia indígena. E se o artista é retrato do meio, a palheta de Kell tem uma infinidade de tons.

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Foi nestas andanças pelo Brasil que, aos 12 anos, Kell teve seu primeiro contato com a música não religiosa. Seu pai a presenteou com uma vitrola achada no lixo e o disco “Falso Brilhante” (1976), de Elis Regina. A poesia de Belchior, Aldir Blanc e a voz inigualável da cantora gaúcha mudaram sua vida. Dez anos depois, o pai lhe disse que “não adianta você ser útil só para a família, você deve ser útil aos que você não sabe o nome”.

Foi a senha para decifrar que a música seria a ferramenta capaz de tocar o outro profundamente. Kell encontrava um ponto de virada, sua vida ganhou um novo norte: levar sua voz ao mundo e transmitir sua mensagem às pessoas.
Com 27 anos recém-completos, Kell traz consigo a inquietude e capacidade comunicativa de sua geração. Altamente engajada nas suas redes sociais, mantém uma relação extremamente próxima com aos fãs, para muito além das curtidas e comentários. A interação diária reflete diretamente nas composições da artista, que troca impressões, dialoga e chega a abrir enquetes para sugerirem o tema de suas composições. Foi o caso de “Eu Vou Conseguir, a 5ª faixa de “O Velho e Bom Novo”.

Mas, antes disso, o álbum diz a que veio com “Seja Gentil”, composta após encarar uma crise de ansiedade, a música dialoga sobre amor próprio e autogentileza, com groove marcado por baixo e guitarra. Em seguida, “Camomila” traz um alerta para como manter a calma em meio a correria do dia a dia, com um pé no reggae jamaicano tradicional e outro no pop.

O disco segue na balada “A Terra Firme é Lá”, com a suavidade do piano dando o tom da navegação em um mar de esperança. Em “Vulnerável” as palavras de Kell escrevem as páginas de um diário sobre a importância de assumir a vulnerabilidade, procurar mais leveza e perdoar as próprias falhas.

Logo depois, chegamos à supracitada “Eu Vou Conseguir!”, uma mensagem de força contra a depressão, tema sugerido pelos fãs da artista através das redes sociais. O lado A do álbum se despede com “Carta Pra Você”, que aborda o luto pela perda, em forma de declaração de amor a quem está distante. Triste e bonita, melancólica e cheia de esperança, a faixa nos deixa na expectativa para uma breve chegada do lado B.

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Jornalista, 23 anos, produtor de conteúdo, trabalho com marketing digital na indústria fonográfica. E-mail: [email protected]

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