A banda Kapadócio, autointitulada “a mais famosa que ninguém conhece”, lança seu primeiro álbum de estúdio, Leves Loucos, um mergulho entre o caos urbano e o devaneio poético de quem vive em constante flutuação entre o leve e o insano. O trabalho chega acompanhado do single “Vai Parar na Lua”, faixa que resume com perfeição o espírito do disco: liberdade, ironia e viagem sonora.
Gravado em São Paulo ao longo de 2024 e 2025, o álbum reúne 12 faixas autorais que transitam entre MPB, rock, samba e psicodelia brasileira, unindo grooves quentes, harmonias dissonantes e letras que brincam com as contradições do cotidiano. O resultado é um retrato afetivo e bem-humorado da geração que vive com um pé no metrô e outro na estratosfera.
“Vai Parar na Lua”: o balanço cósmico do álbum
Com sua levada de samba-rock espacial e refrão hipnótico (“pega o ônibus espacial e flutua”), “Vai Parar na Lua” é o ponto de fuga do disco. A música transforma o desejo de escapar em dança, misturando guitarras suingadas, baixo pulsante e versos que orbitam entre o digital e o transcendental:
“São as aranhas e suas teias pelas telas do seu celular…”
A faixa reflete a essência da Kapadócio — um grupo que ri de si mesmo enquanto busca novos mundos possíveis, seja pelas vielas de São Paulo ou pelo espaço sideral da imaginação.
Sobre o álbum Leves Loucos
O disco é um convite a aceitar o absurdo como parte da lucidez. As canções transitam entre poesia e sarcasmo, trazendo referências de Jorge Ben, Os Mutantes, Novos Baianos e BaianaSystem, mas com uma identidade própria, marcada por arranjos contemporâneos e letras cheias de ironia afetiva.
Cada faixa revela uma faceta da banda: a melancolia urbana de Marginal, amores líquidos de Ou Era Eu, a espiritualidade concreta de Toda Beleza, a fuga libertadora de Arapuca, e o delírio libertador de Vai Parar na Lua.
Sobre a Kapadócio
Kapadócio é uma banda paulistana formada por quatro amigos que acreditam que a música pode ser ao mesmo tempo profunda, transcendental e irônica. Entre colagens sonoras, poesia e experimentação, o grupo constrói uma narrativa própria — “a banda mais famosa que ninguém conhece” — e transforma o anonimato em arte. Com Leves Loucos, a Kapadócio firma seu primeiro passo (ou salto) em direção ao espaço.
