Alcançando um novo marco em sua trajetória, Giovanna Zattar relança nesta sexta-feira, 12, a faixa “Jawanih Alhariha” pela George V Records, selo responsável pelas icônicas compilações da rede Buddha-Bar. A track integra a coletânea “Buddha-Bar by Rich Vom Dorf & Ravin”, consolidando o espaço da artista dentro de um dos catálogos mais prestigiados da música eletrônica global.
“Jawanih Alhariha” nasceu em 2024 como lançamento original pela Yaraland Records, gravadora fundada por Zattar. A música é uma homenagem a “Asfour (Sparrow)”, composição de Marcel Khalife com interpretação de Oumaima Khalil criada durante a Guerra Civil do Líbano nos anos 1980. Ícone da resistência árabe, a obra se tornou símbolo de liberdade e dignidade em tempos de opressão.
Na canção original, um pássaro ferido foge da gaiola em busca de abrigo, até encontrar acolhimento em uma jovem que o encoraja a olhar o nascer do sol e a reencontrar as asas. Essa metáfora de esperança e cura atravessou gerações — e ganhou um novo corpo nas batidas de Giovanna.
“Quis transformar a dor e a esperança de Asfour em pista de dança — um convite para abrir as asas. ‘Jawanih Alhariha’ é a minha oração pela liberdade”, afirma a artista.
A fusão entre tradição e contemporaneidade
Com assinatura em organic house, deep house e arabic house, a releitura traduz a espiritualidade da obra árabe em linguagem eletrônica, preservando sua essência poética.
A produção da faixa inclui percussões orgânicas como darbuka, riq, palmas e shakers; camadas melódicas inspiradas em instrumentos tradicionais como oud e ney; pads aéreos, equilibrando atmosfera e energia; e um arranjo que cresce por camadas sutis.
“Jawanih Alhariha” foi concebida para mergulhar o ouvinte numa atmosfera profunda, onde drama e romance caminham juntos. Inspirada no símbolo de “Asfour”, a faixa reencena o encontro entre um homem ferido e uma voz feminina que o guia de volta à luz. É um tributo ao poder feminino — não apenas o poder de encantar, mas o poder de cuidar, acolher e salvar. Na pista, essa força aparece como melodia e pulso: um rito de libertação em que a mulher conduz, sustenta e devolve asas.
Da Yaraland ao Buddha-Bar
Se em 2024 a faixa marcou a força criativa da Yaraland Records, em 2025 seu relançamento pela George V Records insere Giovanna Zattar no universo Buddha-Bar, referência internacional em música que une culturas, espiritualidade e sofisticação sonora.
A inclusão de “Jawanih Alhariha” na compilação simboliza a expansão de uma narrativa pessoal: a ponte entre as raízes libanesas da artista e sua vivência no Brasil, costurada pela música como linguagem universal.
Com apenas 30 anos, a artista tem se consolidado como um nome de destaque dentro da cena de organic e arabic house. Além de DJ e produtora, é sound-healer e fundadora da marca de chapéus artesanais YARA Hats, símbolos visuais e espirituais de sua presença no palco. Sua identidade se manifesta em múltiplas camadas: som, moda, performance e ancestralidade.
“Jawanih Alhariha”, que em árabe significa “Asas da Liberdade”, é um rito dançante, uma prece e um manifesto. E agora, com o selo Buddha-Bar, o voo de Zattar alcança novos horizontes.
Mais sobre Giovanna Zattar
Giovanna Zattar é uma artista brasileira com descendência libanesa, reconhecida por resgatar a ancestralidade em uma jornada espiritual através do som. Sua música é marcada por percussões polirrítmicas tropicais, influências indígenas e uma forte presença de elementos árabes e mediterrâneos, criando uma identidade singular dentro do gênero Flamenco & Arabic House.
Já se apresentou em palcos renomados como Réveillon Carneiros, Monolink SP, Warung Tour, Quartzo, SOM Festival, entre outros.
Além dos palcos, Giovanna é fundadora da Yaraland Records, um selo dedicado a conectar os sons ancestrais ao presente, proporcionando experiências sonoras imersivas. Também é a criadora da YARA, uma marca de chapéus autorais, 100% feitos à mão, que traduzem a essência da individualidade, do artesanato e da expressão artística.
Juntas, Giovanna Zattar, Yaraland e YARA formam um ecossistema criativo onde música, arte e identidade se entrelaçam. O melhor ainda está por vir.
