A trajetória artística de Gianpietro Nocera nasce longe dos palcos e das escolas de música, em um lugar de silêncio e profunda reflexão: uma cela da prisão de Opera. Foi ali que, graças ao laboratório de leitura e escrita criativa conduzido por Silvana Ceruti, Alberto Figliola e Margherita Lazzati, Nocera encontrou a poesia e descobriu na palavra uma possibilidade concreta de redenção.
Nesse contexto, a escrita se torna uma saída, uma ferramenta para deixar de sofrer com o silêncio e começar a dar voz à própria alma. Seus versos nascem da resistência e narram o esforço de quem caiu, mas, sobretudo, a força — às vezes dura, às vezes luminosa — da reconstrução.
Hoje, aos 60 anos, Gianpietro Nocera transforma essas palavras em música e apresenta “Prigionieri senza sbarre”, um álbum intenso e autobiográfico que se torna um testemunho vivo. Um projeto que não busca absolvição, mas consciência, e que fala principalmente aos jovens que se sentem perdidos, deslocados ou sem direção. A mensagem é clara: não desistir, não se deixar engolir por caminhos que levam apenas a becos sem saída feitos de sombras e arrependimentos.
O single de rádio “Qui non si resta fermi” representa perfeitamente o espírito do álbum: um hino à responsabilidade pessoal, à possibilidade de mudança e à escolha diária de seguir em frente. Uma música que convida à ação, à tomada de consciência e à vontade de mudar de rumo, mesmo quando o passado pesa.
A música de Gianpietro Nocera se torna, assim, a prova de que o perdão é possível, de que é possível evoluir e de que a beleza pode florescer até mesmo no asfalto mais duro. No centro do projeto também há um forte valor afetivo e familiar: a dedicação à esposa, presença constante e força silenciosa; às filhas, que transformaram a ausência em amor; aos genros e aos netos, símbolo concreto de uma vida que sempre sabe recomeçar.
“Prigionieri senza sbarre” é o relato de uma transformação autêntica, de uma história acolhida sem julgamento e reconstruída com dignidade. Uma afirmação clara e consciente: não ser definido pelos próprios erros, mas por aquilo que se escolhe se tornar.
A colaboração com a Milano Music Play viabiliza o lançamento do álbum “Prigionieri senza sbarre” e do single “Qui non si resta fermi”, distribuídos pela The Orchard / Sony Music.
