Entrevista: CPM 22 fala detalhes sobre o novo álbum da banda.

Com mais de 20 anos de carreira, o CPM 22 se prepara para o lançamento do seu sétimo disco de estúdio. A banda possui ainda três trabalhos ao vivo, incluindo um acústico, e não divulga material apenas de inéditas desde 2011.

Batemos um papo com o Japinha a respeito do que podemos esperar desse novo trabalho. Leia:

  1. No que reflete o novo álbum da bunda?

Cada álbum acaba refletindo a fase da banda, ou seja, acaba sendo o espelho de nossas vidas e as letras, com certeza, refletem o sentimento e o pensamento do autor. Cada música é composta por um integrante ou, no máximo 2, então a letra reflete mais individualmente o sentimento de cada compositor, mas como somos uma banda unida, muitas delas transmitem um sentimento de todos.

2) Há quanto tempo vocês estão em processo de gravação do álbum?

Esse álbum foi desenvolvido durante mais ou menos 2 anos, era até pra ser lançado anteriormente, em 2015, mas como veio o Rock in Rio a gente segurou o lançamento pra poder lançar o DVD do Rock in Rio, em 2016. Isso teve um lado bom, pois vieram mais 4 ou 5 músicas novas, dentre elas 2 ou 3 bem fortes pra compor o repertório. E quanto o processo de desenvolvimento, foi um processo normal, como todos os nossos outros álbuns. Composição, ensaio, pré-produção, estúdio…bastante suor e sacrifício pra chegarmos no repertório certo.

3) Qual é a primeira faixa de trabalho?

A primeira faixa de trabalho é a música “Ser Mais Simples”, a qual já estamos divulgando em rádios, temos um liryc vídeo no You Tube e em breve faremos um vídeo clipe oficial dela. A próxima música de trabalho ainda não temos certeza qual será, mas já estamos conversando sobre isso…e  assim começa o trabalho do novo CD.

4) Podemos dizer que o álbum reflete nosso momento político atual?

Tem algumas músicas que com certeza refletem o nosso sentimento em relação ao momento atual do país, senão me engano, umas 3 ou 4 – “Revolução”, “Linha de Frente”, “Todos por 1” – e acho que é natural isso acontecer no momento tão conturbado quanto esse. O CPM22 não é uma banda que costuma falar disso em muitas letras, mas achamos que era o momento apropriado.

5) O novo álbum “Suor e Sacrifício” resgatou as raízes antigas da banda?

O CD Suor e Sacrifico é um momento atual, mas ao mesmo tempo é um CD do CPM 22, ou seja, não tem como não refletir nossa essência e revistar nossas raízes, que é o punk rock, o hardcore melódico. É o tipo de som que a gente está acostumado a fazer, é o que sabemos fazer de melhor e é o que tem feito a banda durar durante esses 22 anos, dentre eles 16 anos profissionalmente, com uma boa carreira, bons prêmios, muitos shows, muitos CDs e DVDs gravados. Quer dizer, a gente deve muito de tudo isso ao tipo de som que a gente faz, então respondendo à sua pergunta, sim, ele revisita nossas raízes.

6) Como foi o processo de escolha do reportório da nova turnê?

A gente sempre comenta que um show de rock ou de qualquer outro estilo de um artista ou de uma banda que já tenha uma carreira e um público fiel, ele precisa ter momentos em que você toque as músicas que o pessoal conhece. São as músicas que foram trabalhadas em outros discos e fizeram sucesso, que no nosso caso, ainda bem, são muitas. Dá pra falar aqui umas 10, pelo menos, o que é uma coisa boa. “Regina Let´s Go”, “Tarde de Outubro”, “O Mundo dá Voltas”, “Ontem”, “1 Minuto Para o Fim do Mundo”, “Dias Atrás”, “Desconfio”, “Irreversível”, “Vida ou Morte”… todas essas musicas a gente tem que tocar.

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Gustavo Neves

Além de gerenciar o conteúdo internacional do portal, trabalho com marketing digital na indústria fonográfica com serviços prestados à gravadoras. E-mail: contato@portalpopcyber.com