A harpista, vocalista e compositora de Vancouver, Elisa Thorn, apresenta seu mais novo single, “The Garden” — uma faixa folk suave, nostálgica e experimental que reflete sobre memória, luto e a paisagem interior do eu através do tempo.
Inspirada por uma colagem sonora de longa duração criada em 2021 chamada The Years In Between, “The Garden” explora a ideia de que todas as versões de nós mesmos — passado, presente e futuro — coexistem dentro de nós simultaneamente. Por meio dessa meditação sonora, Thorn convida os ouvintes a refletirem sobre a possibilidade de viajar no tempo para nutrir a criança interior, se conectar com os ancestrais ou simplesmente repousar na quietude da autodescoberta.
O título da canção faz referência a um momento profundamente pessoal: uma última conversa entre Thorn e sua avó. No leito de morte, sua avó sussurrou: “Não se preocupe, querida, eu encontrei o jardim secreto.” Essa frase — e a paz espiritual que ela implicava — tornou-se o coração da música: um lugar que transcende o tempo e acolhe o processo de cura.
“The Garden” foi coproduzida com David Vertesi, que contribuiu com o baixo e ajudou a moldar a atmosfera etérea da faixa. Tudo além dos vocais e do baixo vem da própria harpa, transformada por meio de um design sonoro criativo que amplia as possibilidades do instrumento, criando texturas sonhadoras e ambientes. Um dos momentos mais marcantes da canção é a linha de harpa com delay que encerra a música — é uma das partes preferidas de Thorn para tocar ao vivo.
Essa música tem poucas palavras, mas muito sentimento. A imagem do salgueiro, que aparece frequentemente nos meus sonhos, representa um refúgio para meu eu mais jovem. É o tipo de lugar onde peço aos meus entes queridos para me encontrar em espírito — “te encontro perto do salgueiro” é minha versão de “bons sonhos”. Espero que essa peça traga uma sensação de calma e introspecção. Trata-se da quietude, e da mágica silenciosa da conexão consigo mesmo. – Elisa Thorn
O próximo álbum solo de Thorn, xiik, previsto para o outono de 2025, amplia os temas introduzidos em “The Garden”, explorando tempo, identidade e transformação. Ela descreve o projeto com bom humor como “indie experimental para a banheira” — música que convida à reflexão, mas se recusa a se limitar a um único gênero ou clima.
