Após duas décadas, a banda Chore está de volta com força total em Oswego Park, seu quarto álbum, lançado pela Sonic Unyon Records. O trabalho, intenso e visceral, reúne a energia do pós-hardcore, estruturas progressivas e emoções à flor da pele. Entre as faixas, ganha destaque “King”, um single pesado e repleto de riffs que traduz, em caos sonoro e reflexão, as pressões da vida moderna.
Embora “King” seja uma das canções mais agressivas e angulares do disco, Oswego Park está longe de ser previsível. O álbum transita entre passagens intrincadas de math-metal, atmosferas densas do alt-rock, assinaturas rítmicas complexas e explosões melódicas. Escritas e gravadas de forma intermitente entre 2017 e 2022 – e influenciadas também pela pandemia – as músicas refletem um Chore 2.0, mais maduro e motivado pelo amor genuíno ao ofício.
O título do disco faz referência a Oswego Park, uma pequena subdivisão rural entre Dunnville e Smithville, em Ontário – lugar de infância, amizade e travessuras para os irmãos Chris (guitarra/vocal) e Mike Bell (baixo), além de um ponto de conexão com David Dunham (bateria/vocais/sintetizadores/percussão). “Sempre levantamos a bandeira de Dunnville no nosso trabalho”, afirma Mike. “E este álbum reforça isso de forma definitiva.”
Com bateria agressiva, mudanças de compasso e riffs entrelaçados, “King” traduz a luta pela identidade em meio a um mundo digital sufocado por críticos ocultos e pressões sociais. Para Chris, “se a IA tivesse uma linguagem baseada na sociedade moderna, ela soaria como os samples no fim dessa música”.
Mais do que um retorno, Oswego Park mostra uma banda que encontrou seu equilíbrio entre peso, experimentação e emoção. “Essa é uma das primeiras músicas que escrevemos que conseguimos ouvir e tocar com total satisfação. E o mesmo vale para todo o disco”, conclui Chris.
