O público que torce para ver César (Cauã Reymond) finalmente atrás das grades em Vale Tudo vai ter que esperar — e muito. Apesar de ter participado do roubo do valioso quadro de Heleninha (Paolla Oliveira) e estar sendo caçado pela polícia, o personagem não será preso. Um verdadeiro “milagre” o livrará da cadeia, junto com seu parceiro de golpes, Olavo (Ricardo Teodoro).
Fuga cinematográfica
No capítulo deste sábado (27), a tensão tomará conta da novela das nove da Globo. Policiais e seguranças particulares chegarão ao estúdio onde César e Olavo estarão gravando uma produção independente. Mas Fátima (Bella Campos), cúmplice da dupla, agirá rapidamente e avisará os dois. Eles fugirão pela escada de incêndio e se esconderão na laje do prédio.
Enquanto isso, Fátima improvisará uma encenação na porta do edifício, simulando um assalto para despistar os agentes. O plano dará certo: os seguranças cairão no teatro da vigarista, atrasando sua entrada no set e permitindo que os golpistas escapem.
Identidade falsa e plano de fuga
No estúdio, os atores da produção seguirão com as gravações sem saber do que está acontecendo. Ao serem interrogados pelos seguranças e policiais, ninguém saberá dar informações sobre Olavo, tampouco sobre “Ernesto Alencar” — identidade falsa usada por ele.
Esse nome, aliás, será peça-chave para o golpe que virá no próximo capítulo. Olavo explicará que comprou uma passagem com o nome de Ernesto para o Mato Grosso, e de lá outra para o Paraguai. Para finalizar o plano com perfeição, ele pagará um desconhecido para viajar no seu lugar, criando um álibi irrefutável. “Tô descobrindo a importância de ser Ernesto! Viva as minhas duas identidades!”, dirá, celebrando o sucesso do disfarce.
Caso encerrado?
A artimanha será tão bem montada que nem a polícia conseguirá rastrear os verdadeiros responsáveis pelo roubo. Heleninha acreditará que o culpado já deixou o país, e o caso desaparecerá da trama — ao menos por enquanto.
Vale Tudo foi originalmente exibida em 1988 e é considerada um dos maiores marcos da teledramaturgia brasileira. O remake celebra os 60 anos da Globo e tem autoria de Manuela Dias, com direção artística de Paulo Silvestrini. A nova versão mantém o clima de crítica social e os dilemas morais que marcaram a obra original, agora com um toque moderno e atual.