O cantor Bruno Andrade apresenta ao público o novo álbum “Meu DDD é 79”, um projeto que nasce de uma conexão profunda com Sergipe e com a cidade de Aracaju. Misturando piseiro, forró e pop, o artista constrói um trabalho conceitual que utiliza o universo das ligações, mensagens e do telefone como metáfora para pertencimento, saudade e identidade.
O anúncio do disco acontece no dia 17 de março, data que marca o aniversário de Aracaju, reforçando ainda mais o vínculo do projeto com o estado. Em entrevista, o cantor falou sobre a inspiração do álbum, o processo criativo e os planos para a divulgação.
A identidade sergipana no título do álbum
A escolha do nome do disco carrega um significado muito pessoal para o artista, que vê no DDD uma forma direta de identificação com sua terra natal.
“Quando você passa seu número de telefone e alguém pergunta qual o ddd, pra mim soa como uma forma de identificação. Falar que meu DDD é 79 traduz também uma forma de dizer ‘eu sou sergipano’ e eu sempre fui muito apaixonado pelo meu estado e em outros momentos tentei trabalhar projetos que destacassem a essência dele de alguma forma. O que mais me influenciou a trabalhar essa temática no álbum foi o fato de morar e trabalhar em navios viajando o mundo por oito meses e só então ter a chance de retornar a Aracaju para meu período de férias que geralmente duram dois meses. Nessas idas e vindas, meu sentimento de pertencimento só aumentou e o telefone foi a forma que me viabilizou de estar ‘perto’ das pessoas que eu amo. Então é basicamente, uma frase simples, curta, mas que retrata minha realidade atual e tem um conceito bem determinado e coeso por trás.”
Anúncio no aniversário de Aracaju
Inicialmente, a ideia era que o álbum fosse lançado exatamente na data comemorativa da capital sergipana, mas o processo de produção acabou exigindo mais tempo. Ainda assim, o artista manteve o anúncio como parte do conceito do projeto.
“O intuito era na verdade lançar o álbum nesse dia, mas o processo de produção/gravação exigiu um pouco mais de tempo e com isso eu tive que mudar a data. No entanto, todos os meus projetos são muito pautados pelo storytelling, acho muito interessante trazer pontos que façam sentido pra história principal e pro conceito do álbum e até mesmo pelo título, acredito que faz todo sentido utilizar uma data emblemática como essa pra também fazer do anúncio um momento marcante e especial.”
Telefone, ligações e mensagens como conceito
O álbum utiliza o telefone como elemento central da narrativa, conectando memórias, pessoas e lugares importantes para o artista.
“Acho que essa parte do processo criativo foi a mais legal, pois temos dois temas centrais – o telefone, ligações, as mensagens e a parte que traz o foco em sergipe, aracaju e lugares da cidade – então tem músicas que trabalham um tema só e outras que mesclam ambos, mas ouvindo o álbum na ordem das faixas dá pra entender o sentido de tudo. O que usamos muito aqui também foi trazer uma perspectiva mais sensorial, então tem momentos que se a música fala sobre uma ligação, por exemplo, vai ter um toque real de ligação passando no fundo. Músicas que falam sobre a cidade, incluem o barulho do mar, referenciam lugares da cidade que eu costumo frequentar, etc.”
A mistura de piseiro, forró e pop
Musicalmente, o projeto aposta em ritmos populares do Nordeste, mas com uma abordagem contemporânea.
“Acho que era inevitável não ter influência desses ritmos em um projeto que fala sobre Sergipe, é um estado que é considerado o ‘país do forró’, eu inclusive amo todos esses ritmos. Era muito importante criar algo autêntico e coeso, sinto que chegamos em uma dosagem certa de todos os ritmos em uma mistura que deu muito certo. São músicas muito dançantes, leves, divertidas e isso faz esse equilíbrio entre tradicional e moderno ser bem sútil.”
O orgulho de representar Sergipe
Mesmo com referências diretas ao estado, o cantor explica que a influência cultural aparece principalmente através da música e dos ritmos.
“Por mais que tenha todo esse apelo e referência ao estado, eu acho que a influência principal foi pelo ritmo mesmo. Lembro que há um tempo atrás ouvi de um produtor que esse tipo de música não combinava comigo, mas não desanimei e busquei uma forma própria de criar um estilo autêntico. E eu de fato poderia ter focado somente em algo pop, mas incluir instrumentos do forró, piseiro, arrochadeira só deram mais vida ao projeto e fez com que eu me enxergasse enquanto um artista sergipano dentro das faixas e no final de tudo, o material completo me deixou extremamente orgulhoso.”
A decisão de lançar um CD físico
Em plena era do streaming, o artista decidiu apostar também em uma versão física do álbum, algo que para ele carrega um valor emocional.
“Gosto do tradicional, ainda escuto CDs físicos sempre que saio de carro com minha família e adoro a ideia de ter algo concreto em mãos, é uma forma de ver que esse sonho realmente se realizou e eu fiz tudo que podia pra que esse sentimento de ‘ufa, eu consegui!’ se mantenha por perto.”
Ações de divulgação e contato com o público
Além das plataformas digitais, o cantor pretende realizar ações presenciais para promover o trabalho, principalmente em Sergipe.
“Ainda é surpresa, mas sim, estou preparando algumas ações de divulgação do álbum, principalmente em sergipe. Acho que as pessoas só vão me conhecer se existir esse ‘olho no olho’ e eu gosto de usar minha criatividade pra fugir um pouco do comum. As experiências vão focar em interação, é basicamente uma troca que não teria como fazer no virtual.”
Show de lançamento promete celebrar a cultura sergipana
A expectativa é realizar um grande show de lançamento até agosto, reunindo artistas da cena local.
“Muita sergipanidade! Eu pretendo fazer algo grandioso em parceria com outros artistas que admiro também, obviamente da cena local e abrir espaço pra mostrar que não somente o meu ddd é 79, mas o quanto eu amo e tenho orgulho de ser sergipano, o quanto a arte me move e motiva a continuar acreditando que sonhos são possíveis e reais. Tenho muitas ideias pra esse momento e acredito que vai ser uma noite muito especial.”
O espaço do álbum no cenário atual do forró e piseiro
Com os ritmos nordestinos em destaque na música brasileira, o artista espera construir seu próprio caminho dentro desse movimento.
“Eu quero realmente um dia ser lembrado pela forma como eu venho trabalhando esses ritmos, não acho que tenho criado algo super inovador, mas ainda sim muito autêntico e real. Bebo de muitas fontes e referências, mas no final eu só quero me sentir feliz e satisfeito com o que tenho entregado. Com esse álbum já sinto muito disso, a faixa 2 e faixa 4 são bons exemplos de como eu pretendo seguir dentro desse estilo.”
Uma mensagem sobre presença e conexão
Mais do que afirmar suas origens, o álbum também fala sobre proximidade, sentimentos e a importância de manter contato com quem se ama.
“Com esse álbum eu não quero somente dizer que sou sergipano, mas eu quero também ser ouvido. Atrás de uma mensagem, de uma ligação, é uma forma simples de se fazer presente, de lembrar das pessoas que amamos, de se expressar, de comunicar seus pensamentos, sentimentos e tantas outras coisas, sabe? Tem faixas que trazem mensagens reais de familiares meus e é emocionante porque às vezes tudo que a gente queria era está perto, mas nem sempre podemos.”
Com lançamento marcado para o dia 31 de maio, o álbum “Meu DDD é 79” chega como a materialização de todas essas ideias e vivências compartilhadas pelo artista ao longo da entrevista. Acompanhe todas as novidades e bastidores nas redes sociais, como no Instagram (@bruno_drads), além do seu canal no YouTube e perfil no Spotify, onde os fãs poderão acompanhar de perto cada etapa desse novo projeto.
