Pssyclwz transforma a privação de sono em uma catarse assombrosa de indie pop e folk com “howl”

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Press Photo by Erich Deleeuw - Artwork by Alyssa Goodman Art

A artista pssyclwz, de Toronto, está de volta com “howl”, novo single que conta com a participação de Amelia Antoinette. Etérea e envolvente, a faixa explora a difícil decisão de salvar a si mesmo quando esperar por um herói já não funciona mais. Misturando influências do indie pop e do folk com instrumentação orgânica e arranjos vocais em camadas que remetem ao Fleet Foxes, a música transforma medos e desejos não resolvidos em uma poderosa reflexão sobre cura.



No centro de “howl” está o reconhecimento das situações em que podemos nos envolver quando ainda carregamos feridas emocionais e a escolha de encontrar, por conta própria, uma saída para elas. O que começa como uma música inspirada em um estranho encontro durante a madrugada se desenvolve gradualmente em algo muito mais pessoal.

“Achei que tinha visto a sombra de um coiote do lado de fora da minha porta”, explica pssyclwz. “À medida que a música evoluiu, o lobo passou a representar as situações que uma pessoa emocionalmente não curada pode atrair e, no fim, acabou se tornando uma canção sobre escolher salvar a si mesma, apesar do desejo tão humano de ser salva.”



Esse simbolismo percorre toda a música. Embora o título possa, à primeira vista, sugerir algo agressivo ou ameaçador, pssyclwz enxerga a ideia de outra forma.

“Um uivo pode soar agressivo”, afirma a artista, “mas, em sua essência, também pode ser um chamado por amor.”

Essa dualidade está no coração da faixa, equilibrando medo e desejo, vulnerabilidade e resiliência.

“howl” também representa um importante ponto de virada criativo. Após uma sequência de lançamentos voltados ao hyperpop, pssyclwz optou deliberadamente por explorar uma instrumentação orgânica e texturas acústicas. Embora a música eletrônica continue sendo parte fundamental de sua identidade artística, a canção reflete um desejo crescente de abraçar algo mais imediato e humano.

“Sempre compus de forma acústica”, explica. “Com o avanço da inteligência artificial, existe uma vontade cada vez maior de criar algo mais cru e humano.”

Uma parte essencial dessa visão foi concretizada graças à equipe que colaborou na produção da faixa. O produtor Gab Lavoie ajudou pssyclwz a explorar novos territórios sonoros além do material baseado em sintetizadores que ambos haviam desenvolvido anteriormente, enquanto o engenheiro de mixagem Simon Austin contribuiu com guitarras adicionais que se tornaram fundamentais para a sonoridade final da música.

O processo de gravação também contou com a participação da musicista e artista visual interdisciplinar Amelia Antoinette, de Toronto, cujas influências do indie pop e do folk ajudaram a construir a atmosfera intimista da faixa. Juntas, elas gravaram trechos dos vocais em duas oitavas diferentes, criando aquilo que pssyclwz descreve como uma perspectiva dupla de “criança interior/adulto ferido”, elemento que acrescenta profundidade emocional a toda a canção.

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Publicado por Gustavo Neves

Gustavo Neves, jornalista e especialista em marketing, produção de conteúdo e definição de linha editorial, possui vasta experiência na realização de entrevistas, organização de coberturas de eventos, gerenciamento de redes sociais e coordenação da equipe. E-mail: [email protected]