A banda PICKLE JUICE, de Revelstoke, na Colúmbia Britânica, está de volta com “A Little More Time”, um novo single emocionante e emocionalmente exposto que leva o grupo de rock alternativo ao seu território mais vulnerável até agora.
Conhecidos por seus shows ao vivo intensos e imprevisíveis, além de um som cru movido à adrenalina, o grupo assume aqui uma direção mais reflexiva, explorando luto, perda e o desejo por momentos que nunca pareceram realmente concluídos.
A faixa é o segundo single do próximo EP da banda, The Whiteroom, com lançamento oficial marcado para 12 de junho de 2026, e sucede “Halfway”, música que recebeu múltiplas execuções no programa Hockey Night in Canada.
“A música presta homenagem a pessoas queridas que nos foram tiradas cedo demais”, explica o baterista Pete Lavery. “Ela começou como letras escritas em meio a uma perda pessoal e, quando ressurgiu para o restante da banda, a música cresceu em torno dessa mesma emoção. Foi difícil trabalhar nela, mas isso nos ajudou a nos curar durante o processo.”
Para o vocalista Tim van der Krogt, a faixa tem um significado profundamente pessoal.
“Para mim, ela fala sobre uma pessoa específica que teve um impacto enorme na minha vida… um ser humano lindo que brilhava intensamente”, compartilha. “Todos nós estávamos passando por experiências semelhantes de luto e perda enquanto a escrevíamos. Queríamos honrar os amigos que perdemos, e estamos muito orgulhosos disso.”
O que diferencia “A Little More Time” é sua abertura emocional.
Abandonando a bravata que muitas vezes definia seus trabalhos anteriores, a banda abraça ternura e contenção sem perder seu peso sonoro.
“Não há onde se esconder nessa música”, acrescenta Tim. “Ela trouxe uma dinâmica totalmente nova para nosso show ao vivo e mostra um pouco do nosso crescimento depois de anos cantando sobre ficar um pouco bêbado e um pouco chapado.”
A evolução da faixa, porém, esteve longe de ser simples.
Inicialmente escrita em fragmentos, a banda teve dificuldade para unificar suas partes.
“O refrão e os versos pareciam músicas diferentes”, relembra Tim. “Tínhamos todas essas seções, mas faltava algo que as conectasse.”
Com orientação do produtor David Ziehr, o grupo retrabalhou a melodia, elevando-a para um registro mais alto e reformulando a estrutura até que tudo finalmente se encaixasse.
“Isso iniciou uma reação em cadeia que uniu tudo de forma coesa.”
Do ponto de vista da produção, a faixa busca inspiração sutil em artistas como The War on Drugs e Sam Fender, misturando texturas expansivas do indie rock com um peso emocional sólido e terreno.
Um vibrafone inserido no segundo verso acrescenta um brilho delicado e quase nostálgico, enquanto um groove inspirado em Neil Peart no refrão injeta impulso e elevação onde antes a música parecia contida.
