O artista eletrônico Senior Dunce lançou um novo single intitulado “City Centre”, marcando oficialmente o início de sua jornada artística sob esse nome. Diferente de seus trabalhos anteriores, mais melancólicos, essa faixa é uma música dançante vibrante e energética, repleta de nostalgia, ritmo e identidade.
A inspiração por trás do título “City Centre” vem do tempo que ele viveu em Liverpool, no Reino Unido. Como estrangeiro, sem familiaridade com a pronúncia correta, Senior Dunce acabou pronunciando “centray” em vez do britânico “centre”. Em vez de zombarem dele, seus amigos locais de Liverpool (os “Scousers”) abraçaram a pronúncia incorreta e até passaram a usá-la também, em solidariedade — destacando como até os britânicos nativos têm dificuldade para entender o forte sotaque Scouse.
“Foram dias em que me sentia completamente perdido, mas profundamente acolhido,” diz Senior Dunce. “Passei muitas noites sem dormir, sobrecarregado pela minha identidade de forasteiro. Mas meus amigos me ajudaram a me sentir visto — e esse sentimento está imortalizado nesta faixa.”
O videoclipe de “City Centre” foi produzido por Muturn, dançarino e criador de vídeos coreano que há muito colabora com Senior Dunce. Embora não compreendesse totalmente o significado lírico da música, Muturn se conectou com sua energia emocional. Inspirado por seus próprios projetos de performance e festa, ele desenvolveu uma interpretação visual única que combina movimento e atmosfera de forma a complementar o pulsar da música.
Sobre Senior Dunce
Como o nome já sugere, Senior Dunce carrega uma identidade profundamente autoconsciente e autodepreciativa. Durante a infância, ele lutou com sentimentos de inadequação e alienação social, frequentemente comparado de forma desfavorável aos colegas e vítima de bullying severo. Tornou-se um outsider — mas um que encontrou na música seu refúgio constante.
Com mais de 20 anos de experiência, Senior Dunce já atuou na indústria musical como designer de som, produtor musical, educador e dono de clube. Na Coreia, ele é conhecido como uma figura excêntrica — particularmente obcecado por bumbo de bateria — e por sua aparência e estilo nada convencionais. Seu trabalho desafia normas sociais e abraça a imperfeição como forma de libertação pessoal.
