Mateus Aleluia Filho traz as raízes do reggae baiano para releitura de Papel Machê

Na canção, músico baiano é acompanhado dos conterrâneos Rafael Pondé e Eduardo Escariz

Mateus Aleluia Filho traz as raízes do reggae baiano para releitura de Papel Machê
Mateus Aleluia Filho por Eduardo Escariz

O cantor, compositor e instrumentista Mateus Aleluia Filho revisita o clássico Papel Machê, canção de Capinam e João Bosco, em releitura que evoca as raízes do reggae baiano. A faixa conta com participação dos conterrâneos Rafael Pondé (Diamba, Natiruts) e Eduardo Escariz – que assina a produção musical ao lado de Átila Santana (IFÁ). O single celebra o encontro dos músicos e traz à tona a importância do estilo que ajudou a embalar e projetar a música baiana. Gravaram também na canção o baterista Iuri Carvalho e o tecladista João Leão. O lançamento chega com um visualizer gravado na Ponte Dom Pedro II, que liga a cidade de Cachoeira à São Félix sob o Rio Paraguaçu.



Mateus Aleluia Filho traz para a faixa sua herança que vem de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Do canto aos sopros dos metais, a cidade onde nasceu o Tincoã Mateus Aleluia – pai do músico – também foi berço da identidade que originou a forma de tocar e compor o reggae da Bahia. Além de toda história de resistência e cultura, a cidade que beira o Rio Paraguaçu é um celeiro de instrumentistas de sopro, como é o caso de Mateus Aleluia Filho, que, inclusive, no single, além de cantar, também toca trompete, instrumento no qual é especialista.



A tradição do estilo musical na Bahia se desdobrou em diversas vertentes, entre elas, o samba reggae, que projetou o Pelourinho para o exterior; o reggae de Gilberto Gil, que trouxe para o português versões de Bob Marley dando sua contribuição com grandes canções brasileiras sem perder a referência da fórmula básica jamaicana; e o reggae do Recôncavo, protagonizado por artistas como Edson Gomes, e conduzido por letras que denunciam a desigualdade social nas periferias, contos de personagens locais, protesto, religiosidade e pertencimento.

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Mateus Aleluia Filho, Átila Santana e Eduardo Escariz

A versão de Papel Machê por Mateus Aleluia Filho tem mixagem e masterização de Pedro Itán, multi-instrumentista e engenheiro de som que comanda o Hitlab. Itán conta com uma lista extensa de contribuições nas produções da nova música urbana de Salvador, com destaque para indicação ao Grammy Latino pela produção musical do disco “Território Conquistado”, de Larissa Luz. As bases da música foram gravadas no estúdio de Átila Santana em sociedade com o sueco Sebastian Notini, por onde passaram Tiganá Santana, Luedji Luna e Mãe Ana.

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Publicado por Gustavo Neves

Gustavo Neves, jornalista e especialista em marketing, produção de conteúdo e definição de linha editorial, possui vasta experiência na realização de entrevistas, organização de coberturas de eventos, gerenciamento de redes sociais e coordenação da equipe. E-mail: [email protected]